ACE-Guarulhos

O lazer dentro do trabalho

Bancos criam espaços que conciliam bem-estar com produtividade. Os clientes do BankBoston que passaram a freqüentar a nova sede do banco – um imponente prédio de 28 andares na zona sul de São Paulo – podem se deparar com um grupo de funcionários numa sessão de tai chi chuan (ginástica oriental) ou em uma reunião de trabalho, à beira do lago no jardim que ocupa 12 mil metros quadrados de área.

Esta paisagem faz parte de uma nova tendência dos ambientes de trabalho que passou pelo piso das fábricas e agora passa a ser adotada também nos escritórios. O objetivo é o mesmo: criar espaços que tornem os ambientes de trabalho mais agradáveis e produtivos.

Outras instituições financeiras também procuram criar ambientes que conciliem qualidade de vida com produtividade. O Citibank paga um adicional de até 2% sobre o salário anual para que o funcionário aplique em programas de qualidade de vida, que inclui o shiatsu (massagem oriental).

O banco também adota horários de trabalho flexíveis e premia com até US$ 1.000 os profissionais que se destacam pelo desempenho. “Em cada andar com mais de 60 funcionários há uma sala de descompressão”, diz o diretor corporativo de recursos humanos do Citi, Delsio Klein. Nesta sala, o funcionário pode passar entre 30 e 40 minutos em ambiente com música, sofás e iluminação indireta, para reduzir o estresse comum a quem trabalha no mercado financeiro.

A saúde ocupacional dos profissionais é outra preocupação constante. No HSBC e no Itaú, além do mobiliário ergonômico, os funcionários contam com sessões periódicas de ginástica laboral, durante 15 a 20 minutos, para alongar e relaxar a musculatura.

No Banco do Brasil, a grande preocupação é com o desenvolvimento profissional e o estímulo à educação, em cursos universitários pela internet.

Chrystiane Silva

Sair da versão mobile