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NR-1: Por que as empresas que deixarem para a última hora vão pagar mais caro (e correr risco de multa)

Guarulhos, 30 de setembro de 2025

Imagine um empresário que já vive pressionado com prazos, clientes e fornecedores. No meio de tantas demandas, surge a NR-1, e a reação comum é adiar, empurrar para depois, fingir que ainda não é prioridade. Mas a realidade é clara: quem deixar para a última hora vai pagar mais caro, perder tempo e correr riscos sérios de multa.

 

O que está em jogo com a NR-1

A Norma Regulamentadora 1 (NR-1) obriga todas as empresas a realizarem a avaliação de riscos ocupacionais, incluindo os psicossociais. Não é apenas sobre máquinas e EPIs, mas também sobre fatores que afetam a saúde mental dos colaboradores, como estresse, sobrecarga, burnout entre outros.

Em 2024, o Brasil registrou 472.328 afastamentos por transtornos mentais, um aumento de 68% em relação ao ano anterior. Esse cenário custa bilhões de reais todos os anos, não apenas para as empresas, que arcam com absenteísmo, presenteísmo e ações trabalhistas, mas também para o governo, que assume despesas via INSS, SUS e perda de produtividade nacional.

A implementação da NR-1 já deveria ter sido iniciada. Em maio de 2026, as empresas precisarão comprovar que possuem diagnóstico de riscos psicossociais e programas preventivos em andamento. Ou seja: quem esperar a fiscalização para agir não terá tempo hábil e ficará em situação de risco jurídico e financeiro.

 

Os riscos de adiar a implementação

Empresas que deixam para depois enfrentam consequências que poderiam ser evitadas:

  • Multas de até R$ 181.284,63 em fiscalizações.
  • Indenizações trabalhistas que podem variar entre R$ 10.000 e R$ 500.000.
  • Aumento de custos, já que a demanda por profissionais explode perto do prazo.
  • Serviços mais caros, pois o implementador terá que fazer em semanas o que deveria ser feito em meses, elevando o valor da prestação.
  • Escassez de especialistas disponíveis, comprometendo a qualidade da implementação.
  • Clima organizacional abalado, quando os colaboradores percebem que a empresa ignora riscos do ambiente de trabalho.

 

Os “EPI’s da saúde mental”

Assim como ninguém entra em uma fábrica sem capacete ou óculos de proteção, nenhum colaborador deveria enfrentar o estresse ocupacional sem barreiras de proteção psicológica. Essas barreiras funcionam como os “EPI’s da saúde mental”, e a NR-1 exige que a empresa garanta esse cuidado.

Eles incluem:

  • Protocolos institucionais de prevenção a riscos psicossociais e assédio moral.
  • Programas de apoio ao colaborador, como escuta psicológica e atendimento especializado.
  • Capacitação de lideranças em gestão humanizada e comunicação não violenta.
  • Práticas de bem-estar e equilíbrio, como pausas ativas, incentivo ao sono de qualidade e atividades físicas.

Implementar esses “EPI’s invisíveis” não é luxo: é uma obrigação legal e uma estratégia para proteger pessoas e resultados.

 

Sinais de alerta na sua empresa

Se você identifica alguns desses pontos, é hora de agir:

  • Não existe mapeamento de riscos nem protocolos de prevenção.
  • Não há programas contínuos de saúde mental estruturados.
  • Colaboradores relatam estresse, exaustão ou insônia.
  • A empresa só reage aos problemas quando eles já aconteceram.
  • Não sabe como reintegrar colaboradores que retornam de afastamento.

 

Antecipar é mais inteligente (e mais barato)

Cumprir a NR-1 agora não é só evitar multas, é uma estratégia de gestão.

As empresas que se antecipam conseguem:

  • Diluir custos com planejamento financeiro.
  • Escolher profissionais capacitados com tranquilidade.
  • Reduzir afastamentos e aumentar a produtividade.
  • Fortalecer sua imagem de responsabilidade e compliance no mercado.
  • Atrair e reter talentos pela reputação em bem-estar corporativo.

 

Não deixe para amanhã o que pode proteger sua empresa hoje

A NR-1 não é burocracia: é lei. 

Deixar para depois só aumenta os custos e os riscos. Antecipar-se é proteger o negócio, cuidar das pessoas e garantir sustentabilidade.

Se a sua empresa ainda não começou a implementação, o momento de agir é agora.

Associado da ACE-Guarulhos tem direito a uma consultoria gratuita com o Núcleo Fortemente de Saúde Mental, para entender como iniciar a adequação da NR-1 de forma segura e estratégica. Entre em contato com a Coordenadora Fabiana Frade no whatsapp (11) 97290 0058.

 

Sobre a autora

Fabiana Frade – Psicóloga (CRP 06/81683), Palestrante e Comunicadora de Saúde Mental, com 20 anos de prática clínica e estudos científicos. Implementadora de NR-1, Escritora, Terapeuta de Casais e Coordenadora do Núcleo de Saúde Mental da ACE-Guarulhos. Redes sociais: @psicologafabianafrade

 

Referências

NR-1 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos
Portal Gov.br – Ministério do Trabalho e Emprego
Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/nr-01-atualizada-2024.pdf

 

Página das Normas Regulamentadoras Vigentes (todas as NRs)
Portal Gov.br – Ministério do Trabalho e Emprego
Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes

 

Anuário Estatístico da Previdência Social – edição 2024
Ministério da Previdência Social
Disponível em: https://www.gov.br/previdencia/pt-br/assuntos/rpps/destaques/anuario-estatistico-da-previdencia-social-2013-2023-2024

 

Agência Brasil. Afastamentos por transtornos mentais dobram em dez anos e chegam a 440 mil.
Publicado em 18/03/2025.
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-03/afastamentos-por-transtornos-mentais-dobram-em-dez-anos-chegam-440-mil