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Nova meta de inflação permitiu queda do juro

O economista Fernando Barbosa, do Banco BBV, afirmou que a alteração da meta da inflação para 2003, de 3,25% para 4%, podendo variar 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo, foi a base para a decisão de hoje do Comitê de Política Monetária, de reduzir o juro básico da economia de 18,5% para 18% ao ano. Segundo ele, a abertura para uma inflação mais alta no ano que vem, aliada aos sinais de arrefecimento da atividade econômica nos últimos meses, foram decisivas para a queda do juro.

O Banco BBV apostava numa queda mais tímida da Selic, de 0,25 ponto percentual.

– Esperávamos um corte bem mais modesto – afirmou o economista, acrescentando que o Copom indica, ao tomar essa decisão, que a turbulência no mercado financeiro causada pelas eleições é passageira, desde que a política macroeconômica seja conduzida de forma responsável pelo novo presidente do país.

A queda de 0,5 ponto percentual, no entanto, não deve surtir efeito imediato na produção. Segundo Barbosa, os efeitos da redução de juro só são sentidos pela atividade econômica num prazo de seis a nove meses. Otimista, ele acredita, no entanto, que a indústria poderá sentir os primeiros reflexos da mudança no juro a partir de setembro.

-Essa queda poderá ser um alento para a indústria no último trimestre do ano, pois os juros do mercado futuro, que balizam as operações de crédito, tendem a cair – disse o economista.

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