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Nota de R$ 50 deverá ter alterações

Nesta terça-feira, 24, em menos de 24 horas, a polícia paulista prendeu cinco pessoas envolvidas em crime de falsificação de dinheiro. Apenas neste ano já foram apreendidas pouco mais de 200 mil cédulas falsas. Desse total, 113,4 mil eram cédulas de R$ 50. O que levou o Banco Central (BC) a anunciar mudanças na nota de R$ 50.

Segundo o chefe-adjunto do Departamento do Meio Circulante do Banco Central, Luís Henrique de Almeida Cabral, a previsão é de que todas as cédulas desse valor estejam alteradas até o final do primeiro semestre de 2004.

As mudanças ainda não estão definidas. Vão depender de informações trocadas entre o Banco Central brasileiro e os bancos centrais de outros países, diz Luís Henrique. Elementos como a marca d'água na massa do papel e as imagens latentes, considerados de seguranda internacionalmente, deverão ser mantidos, pois são difíceis de serem falsificados.

As alterações deverão ocorrer em outras áreas da cédula. Um holograma que mude de cor está entre as possibilidades de inclusão, segundo Luís Henrique. A decisão será tomada entre o Banco Central, a Casa da Moeda.

Considerando-se que em todo o ano passado foram detectadas 180,3 mil notas de R$ 50 falsificadas, e que apenas nos primeiros seis meses deste ano (até 13 de junho) esse total chegou a 113,4 mil, a expectativa do Banco Central é de que até o final de 2003 esse número chegue a 200 mil notas falsas, disse ao Diário do Comércio o chefe-adjunto Luis Henrique.

Segundo levantamento do Banco Central, a cédula de R$ 50 é, hoje, uma das que mais circulam no mercado, com um total de cerca de 530 mil notas. O que equivaleria a um total de R$ 26,4 bilhões. Também é, segundo Luiz Henrique, a mais falsificada neste ano no mercado, ou seja, as mais visadas pelos falsificadores.

Depois das notas de R$ 50, as mais copiadas pelos falsificadores são das cédulas de R$ 10, com um total de 56,5 mil notas apreendidas pela polícia. Mas o recorde ainda é mantido pela nota de R$ 10, que desde 1994 ainda é a mais falsificada.

As mudanças de cédulas são uma rotina do Departamento do meio Circulante do Banco Central como forma de barrar o avanço dos falsificadores, que hoje de valem de tecnologia avançada para copiar as notas, diz o Banco Central.

Em 1997, o Banco Central modificou as cédulas de R$ 1, de R$ 5 e de R$ 10, que tiveram suas marcas d'água trocadas. No lançamento da cédula de R$ 20, o Banco Central optou pela adoção de uma faixa holográfica como um novo elemento que visava dificultar a falsificação da nota. O resultado mostrou-se bem-sucedido, segundo o Banco Central, e portanto não está descartado para ser repetido na de R$ 50.

Roseli Lopes

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