No trabalho, 5,9 horas por semana são para a web
O brasileiro gasta 5,9 horas por semana navegando em websites pessoais no trabalho, ou mais de uma hora por dia útil. A informação vem de uma pesquisa da Websense que mapeou o comportamento de 400 funcionários de empresas do Brasil, Chile, Colômbia e México
O número é significativo se comparado com os dados de 2005, quando os funcionários brasileiros passavam 2,1 horas semanais na rede. Mas os mexicanos navegam 9,6 horas.
De acordo com a pesquisa, navegar por sites pessoais é o principal motivo do vazamento de informações confidenciais de uma empresa. Entre os principais acessos estão internet banking (76%), e-mails pessoais (32%), blogs (14%) e mensagens instantâneas (8%). “Cerca de 80% do vazamento de informações corporativas ocorrem sem intenção, por meio do acesso a sites pessoais. Documentos sigilosos enviados para outros e-mails podem pôr em risco a segurança da companhia”, disse o gerente de Canais Brasil da Websense, Cássio De Alcântara.
Nos últimos dois anos, vazamentos de dados comprometeram mais de 150 milhões de registros pessoais, de acordo com a Privacy Rights Clearinghouse, dos Estados Unidos. Segundo a empresa norte-americana Forrester, uma falha de segurança pode custar de US$ 90 a US$ 305 por registro (informação corporativa confidencial). Ou seja, o custo de uma única falha pode chegar a milhões de dólares.
Apesar de saberem que o uso de mensagens instantâneas, o vazamento de informações e a possibilidade de infecção por vírus são motivos para demissão, os usuários não mudam. “A ameaça de demissão não muda o perfil do funcionário no acesso à web, ou seja, mesmo sabendo que pode ser punido, ele continua navegando nos sites pessoais”, disse o engenheiro sênior de sistemas da Websense, Fernando Fontão.
Sem querer – Segundo a pesquisa, a maioria dos funcionários entrevistados (44%) acredita que pode ser demitida por acessar material impróprio (adulto). O mesmo percentual acha que colocaria em risco o emprego se fizesse downloads pessoais durante o expediente. Na última colocação está o risco de demissão por colaborar com o vazamento de informações (30%) ou por infectar a rede com vírus (28%).
“Isso confirma que o vazamento de informações não é intencional, na maioria dos casos”, comentou Fontão.







