Se não fossem os temores dos pequenos e médios investidores em relação ao futuro da economia brasileira, 2002 poderia ser um ano bastante negativo para o mercado imobiliário em São Paulo.
O receio de mudanças econômicas repentinas, acentuado pela mudança nas regras dos fundos de investimento e pela eleição presidencial, fez muitas pessoas voltarem a considerar a compra de imóveis como investimento. Outras tantas anteciparam a decisão de comprar a casa própria e movimentaram o mercado. Resultado: o volume de vendas de imóveis em São Paulo deve crescer entre 5% e 10% este ano em comparação com 2001, de acordo com estimativa do Secovi-SP, o sindicato paulista da habitação. Considerando que o PIB brasileiro dificilmente terá crescimento superior a 1%, o segmento imobiliário chega ao fim do ano com um desempenho bastante favorável.
Recuperação ” “A instabilidade econômica beneficiou o setor este ano e ainda é difícil imaginar como o mercado imobiliário vai se comportar em 2003. Mas a situação não deve piorar”, diz Romeu Chap Chap, presidente do Secovi- -SP. De janeiro a agosto, o volume de vendas de imóveis teve queda de 8,2% em relação a igual período de 2001, o que significa que a esperada recuperação deve se concentrar nos últimos meses do ano. O fato é que construtoras, incorporadoras e imobiliárias já tentam se preparar para o início do próximo governo. Ainda mais agora que a elevação da taxa básica de juros pode manter recursos que seriam destinados a imóveis aplicados em renda fixa.
Rejane Aguiar