Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo lança campanha para alertar sobre os riscos do consumo de medicamentos que não necessitam de receita, acessíveis nas gôndolas de farmácias.
Por trás de uma simples dor de cabeça pode estar uma meningite, por trás de uma febre, uma infecção e de uma tosse, talvez uma pneumonia. Alguns sintomas podem insinuar o consumo inadequado de medicamentos que não necessitam de receita médica (chamados isentos de prescrição). A famosa automedicação pode causar sérios problemas e até mesmo mascarar uma doença mais grave.
À disposição nas gôndolas das farmácias, os analgésicos, anti-sépticos, vitaminas, antiácidos, antifúngicos e antibacterianos (uso tópico), laxantes, antidiarreicos, aminoácidos, anti-histamínicos e outros podem causar reações adversas se consumidos sem orientação do farmacêutico ou até mesmo se forem misturados com outros medicamentos, álcool ou certos alimentos.
Esse é um dos principais temas da campanha lançada pelo CRF-SP durante o mês do farmacêutico. O assunto está em debate durante as palestras do IX Encontro Paulista de Farmacêuticos, que acontece a partir de 12 de janeiro na capital e interior. E quarta-feira (04/02) em Guarulhos.
Os especialistas destacam que sintomas como dor, febre e tosse são mecanismos naturais de defesa do organismo e sinalizam que algo errado está acontecendo. Mediante este quadro, a orientação farmacêutica é fundamental para a automedicação responsável.
Confira algumas reações adversas com o uso de medicamentos isentos de prescrição:
Paracetamol (analgésico e antitérmico)
A superdosagem aguda pode causar necrose hepática, dose dependente, potencialmente fatal. Associado a antiinflamatórios não esteróides pode potencializar os efeitos terapêuticos, bem como os tóxicos.
Dipirona Sódica (analgésico e antitérmico)
As reações mais comuns são as de hipersensibilidade, que podem chegar a produzir transtornos hematológicos por mecanismos imunológicos, tais como a agranulocitose. A agranulocitose, a leucopenia e a trombocitopenia são pouco freqüentes, porém apresentam gravidade o suficiente para serem levadas em consideração.
Ácido acetilsalicílico (AAS – analgésico e antiinflamatório)
Náuseas, vômitos, diarréia, epigastralgia, gastrite, exacerbação de úlcera péptica, hemorragia gástrica, exantema, urticárias, enjôos, acúfenos. O uso prolongado e em dose excessiva pode predispor a nefrotoxicidade. Pode induzir broncoespasmos em pacientes com asma, alergias e pólipos nasais.
Serviço:
IX Encontro Paulista de Farmacêuticos
Data: 04 de fevereiro de 2009 (quarta-feira)
Horário: 19h
Local: Universidade Guarulhos (UnG)
Praça Tereza Cristina, nº 1 – Centro (Guarulhos)
Informações: (11) 2468-1501 ou pelo Portal: www.crfsp.org.br