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Mantega: país crescerá acima de 4%

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que achou bom o crescimento de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, principalmente “pela qualidade dos dados”. Ele chamou atenção para o fato de que o crescimento se deu a partir da formação bruta de capital fixo, ou seja, os investimentos, o que mostra que a economia aumenta a capacidade produtiva. Além disso, observou, as perspectivas para este ano são boas porque os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registram o aumento do consumo das famílias e do governo, numa sinalização de que a economia cresce.
O dado mais relevante, segundo Mantega, foi o crescimento de 1,1% no quarto trimestre do ano passado. Segundo ele, esse percentual anualizado representa uma expan-são de 4,4% neste ano, bem próxima da projeção do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de 4,5% de expansão prevista para 2007.

Mantega assegurou que o governo vai procurar manter, ao longo de 2007, o mesmo ritmo de crescimento verificado nos três últimos meses do ano passado. “Terminamos bem em 2006 e começaremos bem em 2007 e tudo indica que manteremos esse crescimento até o fim do ano”, disse. O ministro da Fazenda reconheceu que a economia brasileira enfrentou alguns problemas no ano passado, como a crise agrícola e as taxas de juros. Ele disse, entretanto, que o País já está “colhendo os frutos” da redução da taxa de juros, “que é gradual mas cria um impacto ao longo do tempo”. Essa redução, afirmou, trará um estímulo maior à economia em 2007.

Mantega também afirmou que o resultado do superávit primário (receita menos despesas, excluindo-se os gastos com o pagamento dos juros) de janeiro, que foi de 7,64% do PIB, mostra que o País está crescendo, que o governo está ampliando os investimentos e, ao mesmo tempo, mantendo a estabilidade fiscal.
“A economia vai crescer mais de 4%, certamente”, afirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Segundo ele, o resultado de 2,9% do ano passado ficou acima das projeções do mercado, embora abaixo das expectativas do governo. “O resultado é aquém do que gostaríamos e aquém do que o país precisa”, disse o ministro. Segundo dados do IBGE, a formação bruta de capital fixo (FBCF), que sinaliza investimentos, registrou crescimento de 6,3% em 2006, bem superior ao aumento de 1,6% apurado em 2005.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, limitou-se a dizer que o crescimento do PIB ficou “dentro das expectativas”, ao comentar os dados. Ao chegar ao Ministério da Fazenda para reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), Meirelles disse também que os mercados mundiais ainda estão em fase de acomodação após as turbulências da terça-feira.

Paulinho ataca – O deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), e também presidente da Força Sindical, afirmou ontem que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deve ser afastado do cargo. “Para o bem do País, o governo deve demitir o atual presidente do Banco Central”, atacou Paulinho.

O deputado fez esta declaração após o anúncio do PIB do País em 2006. Paulinho considerou “vergonhoso” o crescimento de “apenas” 2,9%. “Este PIB raquítico é o resultado da política econômica equivocada, conduzida pelo despachante de luxo dos banqueiros, Henrique Meirelles”.

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