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Lucro do Banco do Brasil é de R$ 1,014 bi

O Banco do Brasil teve um lucro líquido de R$ 1,014 bilhão no segundo trimestre do ano. Um crescimento de 26% na comparação com o mesmo período de 2004.

O resultado do trimestre correspondeu ao retorno sobre o patrimônio líquido anualizado de 29,6% e lucro por ação de R$ 1,27. No semestre, o banco lucrou R$ 1,979 bilhão, com expansão de 39,3% em relação a priemiro semestre de 2004.

O índice de eficiência encerrou o segundo trimestre em 49,6%, ante 56,1% no primeiro trimestre e 59,0% no mesmo período do ano passado. O índice de cobertura de despesas com pessoal atingiu 119,6%, superior aos 97,9% registrados entre os meses de janeiro e março e aos 98,1% registrados em igual período de 2004.

O resultado bruto da intermediação financeira foi de R$ 2,770 bilhão no segundo trimestre, com expansão de 14,42%. A provisão para créditos de liqüidação duvidosa cresceu 1,75%, para R$ 1,222 bilhão. As receitas de prestação de serviços subiram 17,41%, para R$ 1,929 bilhão.

As despesas de pessoal somaram R$ 1,722 bilhão de abril a junho, com queda de 11,78%. No final do trimestre, o patrimônio líquido do BB estava em R$ 15,393 bilhões, com aumento de 19,7% em relação a junho de 2004. Em 12 meses, empréstimos consignados do Banco do Brasil cresceram 146%,

Crédito consignado – De janeiro a junho deste ano, o Banco do Brasil ofereceu R$ 1,6 bilhão de empréstimo com desconto direto em folha de pagamento – chamado de crédito consignado. O total representa um crescimento de 146% nos últimos doze meses.

A expansão do crédito consignado e de outras linhas de empréstimo seriam responsáveis por grande parte do lucro de R$ 1,979 bilhão do banco, segundo o presidente da instituição, Rossano Maranhão Pinto. Ele disse que a carteira de crédito do banco cresceu 20,7% em relação a 2004, no mesmo espaço de tempo.

Do total, R$ 17,9 bilhões se referem a empréstimos pessoais. Segmento que cresceu 17,7% em 12 meses, e teve como principal modalidade de operação o Crédito Direto ao Consumidor (CDC), que atingiu R$ 11,6 bilhões em 8,4 milhões de contratos.

Alta – O presidente do banco adiantou que só no primeiro semestre foi contratado R$ 1,6 bilhão por meio do BB Crédito Consignado, e no encerramento de junho o banco tinha mais de 10 mil convênios com empregadores públicos e privados para utilização dessa modalidade de empréstimo.

Os juros cobrados no empréstimo consignado (37,2% ao ano, em média, no mês de junho) caem à metade em relação aos juros pagos no crédito pessoal.

Outro segmento de crédito com forte desempenho no semestre foi o das micro e pequenas empresas, como ressaltou o gerente de Relações com Investidores, Marco Geovanne Tobias da Silva. Ele disse que o volume de crédito utilizado por esse segmento, no final de junho, chegou a R$ 13,6 bilhões, com aumento de 20,3% em relação ao R$ 11,3 bilhões no mesmo período do ano passado.

Segundo Marco Geovanne, a modalidade de crédito mais usada pelas micro e pequenas empresas no semestre foi a BB Giro Rápido, com volume de R$ 8,8 bilhões para 692 mil empresas, o que equivale a crescimento de 24,4% na comparação com 2004. O saldo para desconto de cheques cresceu 15,5%, mas o maior incremento, de 66,3% e saldo de R$ 2 bilhões, foi para o Proger Urbano Empresarial.

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