O mês das crianças tem apresentado resultados pouco animadores no mercado destinado a bebês de 0 a 2 anos se comparado a 10 anos atrás, quando a procura por este nicho era cerca de 40% maior. A informação é de Marc Antonio Lahoud, lojista. “O perfil dos consumidores mudou muito. As lojas de brinquedos são mais procuradas em datas comemorativas, e as roupas e acessórios infantis acabaram perdendo valor com o passar dos anos”, conta Lahoud. No entanto, ele acredita que apesar de ter ocorrido uma “hipervalorização” do brinquedo, a tendência é que daqui pra frente o consumo de acessórios e roupas para bebês cresça cada vez mais. “A falta de dinheiro está fazendo com que as pessoas optem por produtos mais úteis. Entre comprar um brinquedo ou um carrinho de bebê, o consumidor opta pelo mais importante”, acrescenta. Otimista, Lahoud acredita que no Natal o setor terá crescimento de 4% a 5% frente a 2002. “Mas esses dados só ficarão mais certos depois de sentirmos o movimento do comércio no Dia das Crianças”, afirma.
Stella Maya