ACE-Guarulhos

Lojas de material fotográfico faturam R$ 1,4 bi por ano

O varejo de material fotográfico, que no ano passado faturou R$ 1,4 bilhão (5% a mais sobre o exercício anterior), conta com 37 mil pontos-de-venda no País, dos quais 27% são classificados como lojas especializadas – 62% são multimarcas, segundo informações da Pesquisa Fhox. De acordo com a mesma pesquisa, 60% dos brasileiros compram filmes em lojas de fotografia, e 40%, em supermercados e pontos-de-venda alternativos.

No primeiro semestre deste ano, o desempenho das vendas nesse segmento variou de uma loja para outra. As que trabalham com serviços, como montagem de álbuns de casamentos, revelação de filme, consertos de câmeras fotográficas, por exemplo, estão crescendo no mesmo patamar verificado em 2001.

A D.R.B.R. Empresa Fotográfica, cujas vendas aumentaram em torno de 20% no primeiro semestre de 2002 em relação ao mesmo período do ano passado, é um exemplo de bom desempenho com a prestação de serviços, que, segundo o supervisor José Antônio de Carvalho Júnior, é o forte da loja, representando 60% dos negócios. O estabelecimento terceiriza o trabalho do fotógrafo e faz revelação de fotos e montagem de álbuns para empresas de formatura e buffets infantis.

“As vendas no varejo (20% do total) de filmes, máquinas fotográficas, álbuns, melhoraram de 10% a 15% no primeiro semestre”, afirma Carvalho Júnior. A D.R.B.R. Empresa Fotográfica atua há 20 anos nesse mercado e também trabalha no atacado (vendendo filmes, papel fotográfico, químico para revelação), segmento em que as vendas estão estáveis. A expectativa de Carvalho Júnior para este ano é de crescimento de cerca de 15% em vendas, “apoiado principalmente em promoções. Temos também cursos de fotografia, que ajudam a atrair e fidelizar clientes”.

Já Cláudio Piccolo, dono da Foto Ótica Crispiniano Ltda., afirma que de janeiro a junho as vendas de material fotográfico caíram 20%. “Vendemos tudo para estúdio, máquinas fotográficas de amador a profissional, bolsas para equipamentos, tripés, baterias, papel fotográfico, álbuns, flashes e coletes para fotógrafos”, informa Piccolo, para quem os filmes são os produtos mais procurados pelos consumidores.

As vendas da Foto Assis, que está há 32 anos no mercado, diminuíram de 3% a 4% no primeiro semestre, de acordo com o gerente, Rodrigo Augusto de Lima. Ele explica que com a alta do dólar o custo do material fotográfico sobe. “Estamos tendo de aumentar os preços”.

“A grande mudança que ocorreu nesse mercado, no início deste século, foi a introdução das câmeras digitais”, observa o presidente do XXVIII Congresso Seafesp (Sindicato das Empresas de Artes Fotográficas no Estado de São Paulo), Carlos Simon.

Ele ressalta que esses equipamentos já ganharam espaço, uma vez que o preço está começando a diminuir. “A tendência é o mercado se tornar digital. A vantagem é a maior possibilidade de manipulação da imagem, que pode ser mandada via Internet para qualquer parte do País e do mundo”, completa.

A câmera digital surgiu em 1985 – a primeira foi a Mavica, da marca Sony.

Cláudio Piccolo afirma que a Foto Ótica Crispiniano Ltda. vende máquinas digitais, mas poucas, porque os preços são muito altos, na faixa de R$ 1,5 mil. A loja comercializa também disquetes e cartões de memória para o equipamento.

A máquina fotográfica digital ainda não causou impacto também na D.R.B.R. Empresa Fotográfica, segundo Carvalho Júnior, porque é muito cara. Ele a vende só por encomenda.

Mila Marques

Sair da versão mobile