Por isso, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) lança hoje a primeira edição da Expo Postos & Conveniência, feira internacional sobre o tema que deverá acontecer no Riocentro em abril do ano que vem. Pelas previsões do Sindicom, até 2005 serão investidos R$ 1,27 bilhão para triplicar o número de lojas de conveniência no país, que estão presentes em menos de 10% dos quase 20 mil postos.
“Estamos passando por um momento mais forte de investimento, com a mudança do perfil do consumidor que entrava no posto só para abastecer”, diz Paulo Borgerth, vice-presidente do Sindicom. “A concorrência traz a necessidade de uma diferenciação. Não é mais só vender gasolina. O aluguel do espaço está ficando caro e fica difícil pagar só vendendo combustível. É sair do metro cúbico (medida de volume) para o metro quadrado (medida de área)”, complementa Borgerth em referência ao lucro com o espaço ocupado pelas lojas contra os ganhos com a venda dos combustíveis.
Pesquisa do sindicato mostra que a venda de combustíveis aumenta em até 15% nos postos que incorporam uma loja de conveniência.
Além disso, 30% dos consumidores que vão abastecer acabam entrando na loja, enquanto 10% dos que vão à loja aproveitam para colocar combustível. “A freqüência de visita do consumidor à loja é três a quatro vezes superior à da bomba de abastecimento”, acrescenta Borgerth, lembrando que o cliente coloca combustível uma vez por semana, mas faz compras mais freqüentemente.
Cesar Baima