Existem mais de 2 mil megawatts de energia emergencial para socorrer o setor, disse Santos, durante o 3º Encontro de Negócios de Energia promovido pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Esta energia de reserva, que provavelmente não deve ser utilizada de acordo com analistas do setor, está sendo paga pelos consumidores por meio do seguro-apagão.
A previsão do presidente da ONS é de que os reservatórios da região Sudeste estejam com 30% ou 32% de sua capacidade total em novembro, o que, segundo ele, deixa o país livre de uma eventual crise de abastecimento já em 2003.
Para garantir energia suficiente após 2006, Santos disse que é fundamental o investimento em geração e transmissão de energia. Já o presidente da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib), José Augusto Marques, considerou que é possível garantir o abastecimento somente até 2005.
“O volume de investimentos no setor vai cair US$ 4 bilhões, entre 2002 e 2004″, disse Marques. O presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, afirmou que a crise no setor elétrico e a situação financeira de algumas empresas privatizadas no Estado ” como a Eletropaulo, que enfrenta dificuldades para pagar empréstimos internacionais ” põem em risco os investimentos da indústria nos próximos anos.
Luí Alfredo Dolci