A Lenovo, quarta maior fornecedora de computação pessoal do mundo, tem uma estratégia de atuação bem definida para o Brasil: conquistar o mercado de pequenas e médias empresas, conhecido por SMB (Small Medium Business), que ainda carece de 3,4 milhões de computadores.
“Por isso, desenhamos um produto com a cara do Brasil, voltado para o SMB brasileiro. Para se ter idéia da importância desse projeto, ele é o primeiro a ser criado, fora dos nossos laboratórios na China”, ressalta o presidente da Lenovo no Brasil, Marcelo Medeiros.
Para atrair os usuários desse segmento, a fabricante anunciou o desktop Lenovo 3000, Série E, que vai custar a partir de R$ 659. O novo computador tem gabinete de aço sólido, com capacidade para resistir aos danos diários, além de uma alça para colocar cadeado, que permite trancar o gabinete ou fixá-lo em algum lugar. “É nosso primeiro produto para um país específico, criado sob medida, com uma configuração adequada para o nicho de pequenas e médias organizações”, diz Medeiros.
O usuário tem a opção de parcelar em 24 vezes por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Por um computador com essa configuração básica, o usuário pagará R$ 1,05 ao dia, durante 30 dias, o que dará R$ 756, já incluindo a taxa de juros”, exemplifica o executivo.
A garantia cobre todos os componentes e permite que o usuário adicione outros recursos à sua máquina.
A configuração básica do Lenovo 3000 vem com processador Intel Celeron, DOS, 1 GB de memória, 160 GB de disco, gravador DVD e leitor de cartão de memória. A ausência de chumbo e baixo nível de ruído (cerca de 32 decibéis) são outras novidades incorporadas na Série E.
A Lenovo está no mercado brasileiro há pouco mais de três anos, desde quando adquiriu mundialmente a antiga divisão de PCs da IBM. A empresa tem uma meta ambiciosa. “Queremos crescer 50% por trimestre, e nossa atuação no SMB será primordial para alcançarmos esse objetivo”, observa Medeiros.
As vendas do quarto trimestre da Lenovo aumentaram 13,5% ano sobre ano, chegando a US$ 3,7 bilhões e alcançando uma margem de lucro bruto de 15%, totalizando US$ 103 milhões.
A região das Américas (Estados Unidos, Canadá e América Latina) representou US$ 1 bilhão em vendas consolidadas, 27% do total de vendas. Com isso, a Lenovo alcançou seu quinto trimestre lucrativo consecutivo nessas regiões.