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Líbano se reúne em São Paulo para negócios

A partir de domingo acontece em São Paulo o Planet Lebanon 2003, o maior evento empresarial da comunidade libanesa fora de seus país de origem. O encontro, que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura, deve reunir mais de 600 pessoas. Entre elas, o presidente da Associação Comercial de São Paulo, ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, Facesp, Guilherme Afif Domingos, diversas autoridades, políticos e executivos. Eles discutirão oportunidades de negócios balisados por uma antiga tradição com fortes valores pessoais, familiares e profissionais.

A comunidade libanesa é reconhecida por sua grande força econômica mundial. São mais de 20 milhões de pessoas divididas em centenas de países. O Brasil concentra a maior colônia, com mais de 6 milhões de libaneses e descendentes. O número é maior, inclusive, que a população total do Líbano, de aproximadamente 4 milhões de habitantes. A metade da comunidade instalada no Brasil está em São Paulo. Motivo que levou o estado a ser escolhido para sediar a quarta edição do Planet Lebanon. As anteriores foram em Beirute (Líbano), Bruxelas (Bélgica) e Dubai (Emirados Árabes).

Tradição de negócios – A trajetória dos libaneses no País se confunde com a história do próprio desenvolvimento econômico brasileiro. Os primeiros imigrantes chegaram em 1880. “Mesmo sem conhecer a língua e os costumes, eles se aventuraram a lugares distantes e, seguindo a tradição milenar de seus antepassados fenícios, passaram a se dedicar ao comércio, inicialmente de porta em porta como mascates, e depois se estabelecendo por todas as regiões do País”, conta Guilherme Afif Domingos, neto de libaneses.

Afif lembra a importância desses comerciantes no abastecimento não apenas de mercadorias, mas também de informações e notícias. “Nos mais longínquos rincões brasileiros, os imigrantes deixaram a marca de sua presença, tendo representado, durante muitos anos em algumas regiões, o único contato de suas populações com o resto do País”.

Estela Cangerana

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