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Já é carnaval no comércio

O varejo paulistano mal terminou de contabilizar os resultados do Natal e já se prepara para a folia carnavalesca. Na Rua 25 de Março, centro do comércio popular e sazonal, guirlandas e figuras de Papai Noel saem de cena dando lugar a máscaras, fantasias e perucas coloridas. Em lojas especializadas da Ladeira Porto Geral, a venda desses itens chega a representar 40% do faturamento total do mês.

É o caso da Festas e Fantasias, que está enfeitada desde o dia 26 de dezembro. Apesar do movimento bom no início de 2008, o proprietário da loja, Pierre Sfeir, disse que as expectativas não são muito boas. “Neste ano, a data festiva começa no dia 1º de fevereiro. Teremos dez dias a menos de vendas em relação ao ano passado”, disse. Segundo ele, o período é campeão de vendas ao lado do Natal e do Halloween.

Cerca de 6 mil itens estão expostos na loja. O consumidor pode escolher desde o tradicional confete, que custa R$ 2 o pacote, até um objeto de decoração para enfeitar salões, que custa R$ 80. As fantasias mais procuradas continuam sendo as de pierrô e colombina, vendidas a R$ 45 cada. O perfil de quem compra varia de acordo com o período. Nos primeiros dez dias de janeiro, a loja vende mais artigos para pequenos lojistas. Na terceira semana, os itens mais vendidos são enfeites para bailes de clubes e associações. Já o consumidor final faz suas compras na última hora.

Mas sempre há quem seja prevenido, como a aposentada Estela Mares Pereira. Foi pensando na produção de carnaval dos cinco netos, que ela veio de Campinas, onde mora, pesquisar produtos e preços na 25 de Março. “É a primeira vez que visito a região e estou adorando. Apesar do calor e do grande número de pessoas circulando por aqui, vale muito a pena”, disse. Ela gastou cerca de R$ 300 com acessórios e fantasias.

Próximo dali, na Millôr, que também está abastecida para o carnaval, as fantasias mais procuradas são as de havaiana e odalisca. “As vendas estão aquecidas neste início de ano. Nosso mercado é muito bom, porque os brasileiros adoram carnaval”, disse o proprietário da loja, Melhem Michel Fegaholi. Segundo ele, os consumidores gastam entre R$ 40 e R$ 200 com produtos característicos da data.

De acordo com a União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências (Univinco), cerca de 300 mil pessoas circulam por dia na região durante os meses de janeiro e fevereiro, atrás de material escolar e de artigos carnavalescos.

Investimentos –
O carnaval de São Paulo já se firmou como um grande negócio: movimenta 52 segmentos da economia e anualmente recebe investimentos de R$ 40 milhões, vindos de patrocinadores, da prefeitura e das leis de incentivo à cultura, segundo a São Paulo Turismo (SP Turis), empresa de turismo da prefeitura paulistana.

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