Índice foi puxado por alimentos
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, subiu 2,08% no primeiro semestre, número superior ao registrado na primeira metade do ano passado, quando a alta foi de 1,54%. Nos últimos 12 meses, a alta foi de 3,69%, maior que o 3,18% registrado entre julho de 2005 e junho de 2006. Já em junho, os preços subiram 0,28%, repetindo a taxa de maio, mas ficando acima do registrado em junho de 2006, momento em que houve deflação de 0,21%.
As informações foram divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que o IPCA do semestre foi puxado principalmente pelos alimentos e bebidas, com alta de 3,93% no período, três vezes mais do que em todo o ano de 2006. Em contrapartida, os combustíveis caíram 1,69% em junho. O motivo é, principalmente, a redução dos preços do álcool, após o aumento da produção de cana-de-açúcar. Nos postos de abastecimentos, o álcool combustível caiu 12,35% em junho.
Leite – Dentro do grupo de alimentos, os preços de leite e derivados tiveram o aumento mais forte em junho, de 12,4%, devido a uma menor oferta do produto. Segundo a Associação Brasileira do Leite Longa Vida (ABLV), o produto está em período de entressafra: com menos chuva, cresce menos pasto, o gado se alimenta menos e, portanto, produz menos.
Além disso, a demanda pelo produto no mercado externo aumentou. Ano passado foram vendidos 528 milhões de litros. Neste ano, estima-se que esse total chegue a 800 milhões. O preço cobrado por tonelada dobrou: antes era de US$ 2,3 mil e agora está em US$ 5 mil, informou a ABLV.
Idosos – O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a inflação entre a população idosa, subiu 1,18% no segundo trimestre do ano, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No primeiro trimestre, o IPC-3i havia subido 1,57%. O IPC-BR, que mede a inflação no varejo em todas as faixas etárias, subiu menos (0,98%) no segundo trimestre.