Os investidores que mantiveram, em junho, suas cotas dos fundos DI conseguiram recuperar, em parte, as perdas contábeis causadas em maio pela decisão do Banco Central de obrigar as instituições a fazer a marcação a mercado, isto é, com que as cotas representassem a cotação real do dia.
Pois em junho, os fundos DI registraram rendimento médio de 1% e os de renda fixa, de 0,83%. A marcação a mercado implicou em perdas de até 4,5%, casos de instituições bancos estatais. A perda foi resultado direto da desvalorização dos títulos públicos federais, que compõem a maior parte das carteiras desses fundos.
O ranking das rentabilidades dos fundos de investimentos foi elaborado pelo Laboratório de Finanças da Universidade de São Paulo (USP), cujos economistas acompanham mensalmente o desempenho dessas aplicações financeiras.
Os fundos cambiais lideraram a rentabilidade no primeiro semestre com 17,48%, seguidos pelos fundos de renda fixa DI com 6,62% e fundos de renda fixa com 6,10%. A lanterninha ficou com os fundos de ações que registraram rentabilidade negativa de 12,79%.
Os aplicadores dos fundos de ações amargam prejuízo, já que esses fundos apresentaram rentabilidade negativa de 12,79% de janeiro a junho deste ano. A explicação para a rentabilidade negativa de 12,79% dos fundos de ações está na forte turbulência do mercado financeiro e na desconfiança que está afetando os investidores estrangeiros, provocada pelas fraudes contábeis em grandes empresas americanas.