O diretor geral da ANP, Sebastião do Rego Barros, reconheceu que a resolução vai de encontro à liberação dos preços do mercado de combustíveis, iniciada no começo do ano. O dirigente frisou, contudo, que a intervenção nos preços é excepcional e foi motivada pelas instabilidades externas e internas que determinaram a alta do petróleo e do dólar, que elevaram substancialmente o preço do produto nos últimos meses.
No cenário doméstico, Rego Barros culpou os especuladores do mercado financeiro pelas turbulências que provocaram a disparada da cotação do dólar. E chegou a comparar “o ataque especulativo” a uma guerra, situação que, segundo ele, já levou outros países a intervirem nos preços de produtos básicos.
Hoje, o preço médio do butijão de 13 quilos vendido nas refinarias da Petrobras é de R$ 8,97, sem incluir os tributos. Para o consumidor final, a cifra sobre para R$ 26,08. A ANP a agência espera que o preço final do botijão de 13 quilos caia para cerca de R$ 23, valor defendido como ideal pelo ministro das Minas e Energia, Francisco Gomide. Hoje o preço médio no Brasil é de R$ 26,08.
A ANP só obteve compromisso informal das distribuidoras e revendedoras de GLP de que a redução será de fato repassada ao preço final.
– Tenho até a esperança de que seja repassado um pouco. Mas isso só o tempo dirá – disse Rego Barros.
Ainda segundo o diretor, se não houver repasse efetivo para o preço final do gás de cozinha, o tabelamento na distribuição e na revenda deverá ser implementado. O controle de preços da Petrobras será feito por tempo indeterminado.