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Informalidade atinge 60% do mercado

Técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reunidos em seminário com representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), apresentaram estudo mostrando que 60% dos 71,6 milhões de pessoas ocupadas no Brasil em 1999 estavam na informalidade. O documento foi resultado do cruzamento de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e da pesquisa Economia Informal (Ecinf).

Os números revelam também que 24% dos 43,3 milhões de trabalhadores informais prestam serviços a setores formais da economia. São os funcionários sem carteira assinada, que não contam com nenhuma proteção da legislação trabalhista.

Os técnicos comentam que a situação estruturalmente não mudou muito de 1999 para cá. O IBGE está preparando o questionário para a segunda pesquisa sobre o setor informal no país. A primeira, cujos dados foram coletados em 1997, foi divulgada em junho de 1999. De início, a periodicidade da pesquisa seria de cinco anos, mas a falta de verbas empurrou o levantamento para o ano que vem.

A previsão é de que os pesquisadores vão a campo entre outubro e dezembro deste ano e o resultado saia no segundo semestre de 2003, o que serviria para orientar a política de emprego do novo governo. “O conceito da pesquisa não irá mudar porque queremos formar uma série histórica”, diz Lucília Valadão, técnica do Departamento de Emprego e Rendimento do IBGE.

Ela admite que há, no próprio instituto, discordâncias sobre o conceito de informalidade, mas argumenta que, para facilitar a comparação dos dados, será mantida a base conceitual. “Nem internacionalmente se tem homogeneidade neste assunto atualmente”, comentou.

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