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INC demonstra perspectiva positiva e estável

Iniciado em abril de 2005, o Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) demonstrou em maio deste ano que o brasileiro tem uma perspectiva positiva e estável para a economia no segundo semestre de 2006. A pesquisa, elaborada em conjunto com a Ipsos Public Affairs, empresa de pesquisa de opinião pública do grupo Ipsos, ouviu mil brasileiros em 70 cidades de nove regiões metropolitanas. A metodologia é a mesma utilizada para medir o índice de confiança nos Estados Unidos e no Canadá.

O INC medido em junho confirma a manutenção de um cenário otimista desde novembro de 2005. O patamar atual está acima do verificado no segundo e terceiro trimestres do ano passado. Naquele período, no mês de agosto – o ponto mais baixo de 2005 – o índice atingiu 111 pontos. Ao comparar a pontuação atual com a de agosto, registra-se uma melhora de 12%.

Para o superintendente de Economia da ACSP, Marcel Solimeo, o pagamento do novo salário mínimo em maio ajudou a melhorar o índice. “A razão da melhora no otimismo está também na queda da inflação e nos reajustes dos salários, especialmente do mínimo, que tem maior impacto nas camadas de renda mais baixas.”

Regionalmente o INC apresenta os mesmos cenários de melhora de patamar. Ao comparar os índices regionais com o pior período do INC (agosto de 2005), registra-se os seguintes resultados:

Na região Sudeste, a principal influência positiva para a medida atual, o INC subiu 11%. Nas regiões Norte e Centro-Oeste o índice melhorou 21%.No Nordeste houve uma melhora de 16%; e na região Sul o INC recuou 4% com relação a agosto, mas melhorou 10% em relação a setembro de 2005.

Confiança – O INC da Associação Comercial de São Paulo é uma medida da extensão de confiança e segurança do brasileiro quanto à sua situação financeira ao longo do tempo. A medida, além de indicar a percepção da economia para a população em geral, visa prever o comportamento do consumidor no mercado.

O perfil de composição para o INC – com a base de 100 pontos em julho de 2004 – é: situação econômica atual da região e perspectivas futuras, situação financeira pessoal atual e perspectivas futuras, segurança nas grandes compras (ex.:carro), segurança nas compras médias (ex.: fogão), capacidade de investir no futuro e segurança no emprego e perspectivas futuras.

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