A balança comercial fechou com saldo positivo de US$ 527 milhões na segunda semana de março, quando as exportações somaram US$ 3,494 bilhões e as importações, US$ 2,967. Esse resultado foi suficiente não só para compensar o déficit de US$ 159 milhões da primeira semana como para levar o setor externo a um superávit de US$ 368 milhões no período de 4 a 15 de março, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Mesmo assim, ainda não foi afastado o risco de corrosão dos resultados do comércio exterior. Afinal, de 1º de janeiro até a última sexta-feira, o País registrou superávit de US$ 2,194 bilhões – apenas um terço do saldo de US$ 6,404 bilhões obtido no mesmo período do ano passado.
Obedecendo à tendência detectada desde meados de 2007, as duas primeiras semanas de março apresentaram um desequilíbrio acentuado nos ritmos de expansão de embarques e desembarques de mercadorias. A média diária de importações aumentou 45,9%, em comparação com a de março de 2007, enquanto que a de exportações cresceu apenas 14,7%. Quedas nas vendas de equipamentos mecânicos, de açúcar e de minérios contribuíram para as exportações desse período não ultrapassarem US$ 6,722 bilhões.
Já as importações das duas primeiras semanas de março somaram US$ 6,354 bilhões. Com exceção dos setores de bebidas, peixes e aeronaves e peças, as compras dos outros 20 principais segmentos tiveram aumentos expressivos. Combustíveis e lubrificantes lideraram as importações, com um total de US$ 778,5 milhões – a média diária no período foi 90,3% maior do que a de março do ano passado.
No acumulado do ano, com 51 dias úteis, as exportações somaram US$ 32,799 bilhões, valor maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 25,206. As importações chegaram a US$ 30,605 bilhões, acima dos US$ 18,802 bilhões obtidos no ano passado.