Depois dos Estados Unidos, da China e da Bélgica, Hong Kong é o quarto maior destino mundial de investimento estrangeiro direto. O Brasil está próximo, por ocupar a quinta posição como destino desses investimentos. No campo tributário, entretanto, há uma enorme distância da cidade chinesa. Em Hong Kong não se cobra impostos sobre produtos e serviços, ganhos de capital e herança, por exemplo. Não sem razão, a cidade se transformou em uma das principais plataformas de negócios dos últimos 15 anos, desde que foi integrada à China.
Sede de grandes marcas de luxo e lugar que oferece muitas oportunidades para negócios, Hong Kong foi o tema, na última quinta-feira, de palestra na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), realizada pela São Paulo Chamber. Para uma plateia de empresários ligados ao comércio exterior, o diretor geral da Invest HK, Simon Galpin, apresentou as vantagens de se estabelecer nem Hong Kong, conhecida como a capital de negócios da Ásia. “No ano passado, a cidade recebeu 42 milhões de visitantes, 16% mais que em 2010. Só as vendas do varejo, no mesmo ano, somaram US$ 52 bilhões”, informou.
A InvestHK possui há um ano escritório no País para auxiliar empresários brasileiros a iniciarem negócios na cidade. Com um capital inicial de US$ 1 mil é possível abrir uma empresa, em poucos dias. De acordo com a consultora Marina Barros, entre algumas das companhias nacionais instaladas na cidade estão a TAM e o Banco do Brasil. E há vários pedidos em andamento.
A palestra foi coordenada pelo diretor do Conselho de Comércio Exterior da ACSP, Roberto Ticoulat. “Sem dúvida, Hong Kong é uma das principais portas de entrada no mercado chinês”, resumiu, ao apontar os investimentos em educação dos últimos 30 anos como um dos principais fatores para o sucesso. Pelo menos quatro das 200 melhores universidades do mundo estão em Hong Kong.