Os setores de serviço e comércio juntos injetarão mais de R$ 126 mi
Com a chegada das festas de fim de ano os pensamentos de qualquer comerciante, principalmente em relação ao aumento das vendas, é com o pagamento do 13º salário dos trabalhadores. Segundo a Subsecção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em Guarulhos, devem ser injetados na economia local mais de R$ 305 mi de 13º salário.
Este valor contempla apenas o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAJEDE) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) num comparativo entre os anos de 2005 e 2006 até o mês de setembro e que consider apenas os empregos formais – sem contar com os empregados domésticos e beneficiários do INSS. salário.
O estudo mostra ainda que o setor do comércio, por exemplo, emprega hoje mais de 46 mil pessoas e será responsável pela injeção de mais de R$ 38 mi. Já o setor de serviços, por exemplo, injetará mais de R$ 88 mi.
Até o final de 2006 serão injetados na economia brasileira cerca de R$ 53 bi em razão do 13º salário. Este estudo é referente a todos os trabalhadores do mercado formal, inclusive os empregados domésticos e beneficiários do INSS. O Estado de São Paulo será responsável por mais de R$ 18 bi, cerca 61% do total arrecado no país.
Com o 13º salário espera-se que o trabalhador possa acertar sua divida e também ser seduzido pelas compras de natal. O presidente da ACE-Guarulhos, Decio Pompêo Junior, acredita que no fomento do comércio guarulhense, mas salienta a necessidade do planejamento das compras por parte do consumidor.
“Nesta época do ano sempre encontramos pessoas que estão acabando de quitar dividas construídas no natal passado. Nós da Associação Comercial torcemos pelo aquecimento da economia local, mas queremos também que o consumidor possa planejar melhor suas comprar, para que desta forma a vendas não sejam concentradas somente na época de natal, mas também no dia das mães, dos pais e das crianças, por exemplo”, salienta.
Ânimo – E pela injeção de ânimo do 13º salário é que a ACE-Guarulhos está otimista quanto às vendas de natal. A entidade estima um aumento de 4% do Serviço de Proteção ao Crédito (SCPC) e no UseCheque, considerados os termômetros da vendas a prazo e a vista no comércio.
Esta mesma expectativa que a Associação Comercial de São Paulo espera para as vendas neste final de ano. Segundo o economista da ACSP, Emilio Alfieri, a economia brasileira esta morna, devidos a problemas como a quebra na safra agrícola, a aumento dos produtos importados, o câmbio baixo, além do juros altos e do poder aquisitivo baixo da população.
“A massa salarial, por exemplo, cresce entre 4% a 6% por exemplo”, relatou Emilio Alfieri.
O empresário José Marinho da Silva, proprietário da Trópicos Magazine – associada a ACE-Guarulhos-, todo o final de ano contrata novos funcionários para atender a demanda de seu estabelecimento. As primeiras semanas de dezembro a loja já contava com quatro funcionários temporários. Marinho acredita num natal melhor do que no ano passado.
“Em relação ao ano passado espero um aumento de 5% a 6% nas vendas. Vale ressaltar que não houve um aumento significativo na renda do trabalhador, e o 13º salário muitas vezes servirá para o pagamento de dividas, como o aluguel”, disse.
Já o Comercial Mesquita está mais otimista para este natal. O estabelecimento espera um crescimento de até 10% nas vendas. Para atender os consumidores já foram contratados 10 funcionários temporários e devem contratar mais.
Mesmo com tanto otimismo, Cláudio Sanches que cuida do setor de compras do Comercial Mesquita, disse que o guarulhense está trocando a falta de infra-estrutura do centro pelo shopping.
“A população está trocando o centro pelo shopping. O centro de Guarulhos está no limite; faltou planejamento”, disse.
Wilson Lourenço, Vice-Presidente de Serviços da ACE, observa que o setor de serviços também está aquecido.
“Muitas pessoas aproveitam o 13o. salário e os dias do final de ano para programar viagens, fazer a manutenção de veículos e até fazer reformas em residências, isso movimenta a economia.”, disse.