Governo quer aprovar PL de Transporte e Bilhete Único já na próxima semana
O projeto de regulamentação dos transportes públicos e implantação do Bilhete Único em Guarulhos deve ser aprovado pela Câmara Municipal na próxima semana. O presidente da Casa de Leis, Alan Neto (PSC), convocou sessões extraordinárias para quinta-feira a fim de que o projeto seja deliberado e encaminhado às comissões técnicas. “O projeto foi aperfeiçoado e deve ser aprovado nas sessões de terça ou quinta que vem”, afirmou o líder do Governo no Legislativo, Zé Luís (PT).
As comissões técnicas devem dar parecer favorável à proposta do Executivo sem discussões ou convocação de audiências públicas. O presidente da Comissão de Trânsito e Transportes, Edmílson Americano (PHS), admite que teme que os membros da mesma comissão, os vereadores Romildo Santos (PSDB) e Unaldo Santos (PSB) assinem o parecer necessário para o projeto ir para votação. “Quero primeiro que o prefeito encaminhe os estudos sobre o novo sistema. Espero que os parlamentares mantenham a posição que tinham anteriormente.”
O Guarulhos Hoje apurou que o edital de licitação para operação das empresas de ônibus e perueiros na cidade já está pronto pela Secretaria de Transportes e Trânsito e será publicado no Diário Oficial assim que o projeto dos transportes for aprovado na Câmara. O vereador Jonas Dias (PT) afirmou que a Prefeitura terá que dar subsídio de até R$ 20 milhões para o novo sistema. “A questão mais difícil agora será com a licitação, pois será preciso bater de frente com as empresas que estão na cidade há anos”, pondera Dias.
Na sessão de ontem, o projeto de implantação do Bilhete Único feito por Alan Neto não tinha parecer das comissões e não deve ser votado segundo o próprio autor.
Os vereadores da oposição também se posicionaram favoráveis às alterações feitas pelo Executivo. “Houve mudanças importantes, como a permissão de perueiro à pessoa física, fazendo com que as cooperativas não se tornem empresas, e a obrigatoriedade que todos os funcionários tenham direitos trabalhistas, o que hoje não acontece”, afirmou Romildo Santos. Já o líder do bloco, Geraldo Celestino (PSDB), avalia que o Governo cedeu as reivindicações dos 17 parlamentares que votaram contrários ao projeto em julho.