Renda – Durante a reunião ficou claro que as micro e pequenas empresas devem ser vistas como uma enorme fonte geradora de emprego e renda. O governador Geraldo Alckmin disse que São Paulo tem 1,3 milhões de MPEs, o que representa 97% das empresas instaladas no Estado. No entanto, alertou que 70% morrem antes de completar cinco anos. O Conselho quer reverter essa situação, segundo o governador, capacitando empresas, melhorando o acesso e ampliando as linhas de crédito, incorporando inovações tecnológicas e, sobretudo, desburocratizando e implementando o associativismo no setor. Alckmin informou após a reunião: “Os secretários da Fazenda, Agricultura, Desenvolvimento Econômico e Justiça vão verificar toda a legislação para simplificar e estimular o empreendedorismo.”
O governo prometeu envolver as Universidades Estaduais – USP, Unesp e Unicamp – e a Fapesp para capacitar as micro e pequenas empresas. Alencar Burti, presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e do Conselho Deliberativo do Sebrae-SP elogiou a escolha de Meirelles para coordenar o Conselho. “Não adianta reunirmos muitos músicos bons e afinados se não houver um maestro talentoso para reger a orquestra”, afirmou. Para Burti, todas as entidades que preside vêm buscando formas práticas de incrementar o empreendedorismo no Estado. Burti acrescentou que a criação do Conselho é um passo importante nesse sentido. “A Associação Comercial e o Sebrae-SP vêm lutando para desburocratizar, reduzir a carga tributária, simplificar e preparar as pequenas empresas para um mercado cada vez mais competitivo”, disse. Ele informou que esse esforço será redobrado para permitir a formação de grupos de pequenas empresas do mesmo setor (clusters) voltadas para a exportação.
Silvano Gianni, diretor-presidente do Sebrae-Nacional lembrou que vários governadores, entre eles, o de São Paulo, se alinharam com a idéia de que as micro e pequenas são a saída para geração de empregos. “Temos que aglutinar esforços para consolidar esse objetivo”, disse. Carlos Monteiro, diretor técnico do Sebrae-SP disse que o Conselho deve funcionar como uma caixa de ressonância das necessidades das micro e pequenas empresas. O diretor Administrativo e Financeiro do Sebrae-SP, Carlos Eduardo Uchoa Fagundes, o diretor superintendente do Sebrae-SP, José Luiz Ricca, o presidente da Fiesp, Horácio Piva, da Federação do Comércio, Abran Szajman, e da Federação da Agricultura, Fábio Meirelles, do SIMPI, Joseph Coury, estiveram presentes.
Sergio Leopoldo Rodrigues