Governo monta estratégia para aprovar reforma
Depois de contabilizar 55 votos fechados em favor do texto principal da proposta da Previdência, incluindo senadores do PSDB e do PFL, o governo acertou a estratégia para a votação dos pontos polêmicos como a taxação dos servidores inativos e mudanças nas regras de transição. Como a oposição vai solicitar destaques para votação em separado desses e de outros itens, a base governista vai tentar derrubar, em plenário, os requerimentos necessários para que esses destaques sejam apreciados.
Enquanto o mérito dos destaques exige o apoio de 49 votos – o que a base governista não tem -, o requerimento precisa de maioria simples, ou seja, 41 votos. Pelos cálculos, a base governista tem 45 votos. O bloco PT, PSB, PTB e PL tem 22 votos ( já excluindo a senadora Heloísa Helena) e contando com os dois senadores do PPS, totalizam 24.
O governo tem ainda o apoio de 21 senadores do PMDB, já que de uma bancada de 23 não votam com o governo os senadores Sergio Cabral (RJ) e Mão Santa (PI). Esse número dá ao governo condições de rejeitar o requerimento para a votação dos destaques em plenário.
O PFL já anunciou que pedirá destaques para votação de sete pontos, entre eles redutor de pensão, subteto único para os salários dos servidores públicos estaduais e paridade. A idéia é fechar questão na bancada em favor da aprovação desses pontos, mas primeiro o PFL terá que enfrentar o governo na votação do requerimento.
Cida Fontes