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Governo monta estratégia para aprovar reforma

Guarulhos, 25 de novembro de 2003

Depois de contabilizar 55 votos fechados em favor do texto principal da proposta da Previdência, incluindo senadores do PSDB e do PFL, o governo acertou a estratégia para a votação dos pontos polêmicos como a taxação dos servidores inativos e mudanças nas regras de transição. Como a oposição vai solicitar destaques para votação em separado desses e de outros itens, a base governista vai tentar derrubar, em plenário, os requerimentos necessários para que esses destaques sejam apreciados.

Enquanto o mérito dos destaques exige o apoio de 49 votos – o que a base governista não tem -, o requerimento precisa de maioria simples, ou seja, 41 votos. Pelos cálculos, a base governista tem 45 votos. O bloco PT, PSB, PTB e PL tem 22 votos ( já excluindo a senadora Heloísa Helena) e contando com os dois senadores do PPS, totalizam 24.

O governo tem ainda o apoio de 21 senadores do PMDB, já que de uma bancada de 23 não votam com o governo os senadores Sergio Cabral (RJ) e Mão Santa (PI). Esse número dá ao governo condições de rejeitar o requerimento para a votação dos destaques em plenário.

O PFL já anunciou que pedirá destaques para votação de sete pontos, entre eles redutor de pensão, subteto único para os salários dos servidores públicos estaduais e paridade. A idéia é fechar questão na bancada em favor da aprovação desses pontos, mas primeiro o PFL terá que enfrentar o governo na votação do requerimento.

Cida Fontes