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Fórum de Segurança quer proibir o desvio de atividade

Guarulhos, 15 de março de 2006

O principal objetivo da reunião foi a discussão do projeto de melhoria da  fiscalização na cidade
 
ACE

Wilson José Lourenço, presidente do fórum, quer que as leis sejam aplicadas

Com o objetivo de proibir a venda de bebidas alcoólicas para menores e o desvio de atividade dos estabelecimentos comerciais, como a instalação de máquinas caça-níqueis em bares e padarias, o Fórum de Segurança de Guarulhos, em reunião realizada na sede da Ordem dos Advogados de Guarulhos, na terça-feira (07/02), apresentou às entidades participantes um projeto de melhoria da fiscalização dos estabelecimentos na cidade.
 
A reunião contou com a participação do vice-presidente de serviços da ACE-Guarulhos e presidente do Fórum de Segurança, Wilson José Lourenço; do tenente coronel da Polícia Militar, Hamilton Costas Santos; do Secretário Municipal para Assuntos de Segurança, Geraldo Jânio Vendramini; do Vice-Presidente da OAB-Guarulhos, Fábio de Souza Santos; do presidente da comissão dos direitos humanos da OAB-Guarulhos, Marco Antônio Arantes de Paiva; do presidente da comissão de meio ambiente da OAB-Guarulhos, Ivon Ribeiro; do presidente do Conselho de Segurança do Bom Clima, Alberto “Argentino” Valadares, dentre outras personalidades.
 
O projeto é dividido em duas partes. Na primeira etapa, com duração de três meses, o projeto prevê a conscientização dos comerciantes da cidade em relação ao desvio de finalidade dos estabelecimentos, quanto a exploração de jogos, venda de bebidas à menores e horários inadequados de fechamento. A campanha também pretende utilizar os meios de comunicação para conscientizar a sociedade.
 
Na segunda etapa do projeto, com duração de quatro meses, o trabalho será realizado em conjunto pelos fiscais da prefeitura, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Conselho Tutelar, Polícia Civil, OAB-Guarulhos e CONSEG's. A cidade será dividida em 5 regiões, dando prioridade àquelas com maior índice de violência. Num primeiro momento serão realizadas visitas de inspeção, aconselhamentos e a distribuição de material de divulgação. Num segundo momento, os locais visitados que persistirem nos erros, sofrerão punições previstas no código de posturas ou nas leis que regem a exploração comercial no município.
 
O presidente do Fórum de Segurança, Wilson Lourenço, disse que o projeto estimula a prevenção primária dos crimes, a medida que conscientiza a população dos danos que as bebidas alcoólicas e os jogos causam à sociedade: “Sabemos que em Guarulhos e no Brasil, leis não faltam, o problema está em aplicá-las”, declarou.
 
O presidente da comissão do meio-ambiente da OAB-Guarulhos, Ivon Ribeiro afirmou que nunca viu um estabelecimento ser fechado por causa de máquinas caça-níqueis. Ribeiro ironizou os proprietários das máquinas.
 
“Eles falam que o jogador tem 80% de chance de ganhar. Nem em Las Vegas acontece isto”, comentou.
 
Para o presidente do Sindicato dos Químicos de Guarulhos, Antônio Silvan, a administração municipal corre atrás somente das conseqüências.
 
“A prefeitura só está maquiando o problema. Vive correndo atrás das conseqüências e não das causas. O dinheiro arrecadado pelo município tem de ser usado em benefício da população e não em publicidade e festas. A prefeitura não está fazendo nada. Isso é lavar as mãos, como Pilatos”, afirmou.
 
Os integrantes do fórum irão se reunir no dia 28 de março para uma reunião operacional do projeto. Para a próxima reunião do Fórum de Segurança, marcada para o dia 4 de abril, o prefeito Elói Pietá será convidado a participar.