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Frio chega e alavanca as vendas de vestuário

Guarulhos, 14 de maio de 2007

O frio chegou ontem à capital paulista, pegando o paulistano desprevenido. Quem lucrou foi o comércio, que começou a desovar a coleção outono/inverno até agora nas prateleiras à espera da queda da temperatura.

Lojistas do centro de São Paulo confirmaram as boas vendas na cidade, que ontem vivia um clima de feriado com a chegada do Papa Bento 16. “Caso a temperatura se mantenha nesse patamar, deve ocorrer um aumento das vendas do comércio de roupas”, prevê o economista Emílio Alfieri, da Asssociação Comercial de São Paulo (ACSP).

Consumidores apressados aproveitavam a hora do almoço e o final do expediente para adquirir casacos e agasalhos. A dona de casa Hilda da Silva Santos, do Jardim Botucatu, comprou edredons, um secador de cabelo e uma capa para o sofá nas Lojas do Baú. “Com o frio, gastei o crédito de R$ 140 que tinha em artigos da estação para reabastecer os armários”, disse.

A funcionária pública Eliana Rodrigues namorava uma calça na vitrine da loja Viktória, na Rua Direita. “O frio me incentivou a comprar, mas o preço é alto e o produto não cabe no meu bolso”, lamentou.

Ana Silva também aproveitou os termômetros em baixa para adquirir calças e agasalhos. “Vou levar e pagar à vista”, explicou a educadora, residente na Vila Dalila.

Vendas quentes – O gerente da Conexão, unidade da Rua São Bento, confirmou a boa saída de casacos e blusas de linha. “O
consumidor está preferindo pagar no cheque pré-datado”, disse Alessandro Furtado. A Conexão comercializa roupas femininas
e masculinas, em 35 unidades.

Na vizinha Leporello a situação se repetia. Os consumidores estavam levando jaquetas, moletons e agasalhos de tactel.

“Vendemos cerca de dez casacos apenas na hora do almoço”, disse a vendedora Paula Ranieri. A gerente da Leporello – que mantém 12 lojas espalhadas pela capital – Ariane Carvalho, atribui o bom desempenho de vendas ao frio e ao Dia das Mães.

Já na loja ACA Monteiro, que comercializa artigos de couro, bolsas e acessórios, o movimento se concentrou nos guarda-chuvas. O paulistano precisou do acessório, que havia deixado em casa, e optou pelo modelo mais barato, de R$ 10, enfatizou a gerente Adriana Okada.

“Hoje vendi o suficiente”, comemorava a vendedora Carla Bispo, da loja Pelicano. O movimento de compras de artigos de inverno podia ser observado tanto em lojas de rede, como Marisa, como no comércio popular da Ladeira General Carneiro. A torcida agora é para que o frio permaneça.