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Fraga muda o tom, mas reafirma prazo de 30 meses para queda do risco Brasil

O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, muda o tom do discurso e afirma que não será necessário esperar 30 meses para que a situação econômica brasileira melhore. Porém, esse prazo é coerente para a queda do risco Brasil e aumento da confiança no País, de acordo com Fraga.

Durante o seminário promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na terça-feira (02), Fraga havia dito que o próximo governo deveria adotar como seu principal objetivo alcançar uma classificação de crédito (rating), conhecida como grau de investimento, dentro de 30 meses.

Hoje, por meio de sua assessoria, Fraga divulgou nota em que altera o tom das declarações. No documento, ele afirma que, no momento em que houver um compromisso claro com o grau de segurança econômica, o risco deve cair. “A partir do momento em que esse compromisso ganhe credibilidade, será viável uma queda expressiva no prêmio de risco País, com benefícios para a nação que já começariam a se fazer sentir de imediato”, informa Fraga.

“Esse objetivo não é fácil, mas pode ser atingido em 30 meses a partir de agora, se agirmos com coerência, determinação e coesão. Se os esforços deste e do próximo governo permitirem um resultado mais rápido, melhor”, ressalta Fraga.

Ao final da nota, Fraga recomenda indiretamente aos candidatos à presidência o reforço no compromisso com a preservação dos fundamentos de responsabilidade fiscal e monetária da economia nacional. De acordo com ele, “é consenso no mundo hoje que esses conceitos não são ideológicos ou partidários”.

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