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Empresas sofrem com lentidão em despachos no Aeroporto

Guarulhos, 19 de abril de 2006

A Receita Federal está trabalhando no Aeroporto Internacional de São Paulo – Guarulhos/André Franco Montoro para acelerar os procedimentos de liberação das exportações, mas ainda esbarra em dificuldades estruturais, como a falta de espaço, excesso de normas, e o número reduzido de fiscais, apenas 102 para efetuar 15 mil desembaraços apenas em março passado – crescimento de quase 20% em relação a fevereiro.

Por isso mesmo, o chefe do setor de exportações da alfândega do aeroporto, Renato Augusto da Gama e Souza, assegurou que o processo de aceleração vai continuar, mas não na velocidade desejada pelos exportadores. “Porque não há previsões para contratação de novos fiscais (da Receita)”, adiantou, durante reunião do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na semana passada.

Some-se a isso o fato do crescimento das exportações exigir mais espaço para movimentação de cargas no aeroporto. “Hoje há quase um colapso do armazém que está com 80% do espaço ocupado com cargas perdidas (confiscadas, irregulares ou abandonadas)”, explicou. Isso ocorre, esclareceu Gama e Souza, num momento em que, apesar da queda do dólar, o aeroporto já registra novo avanço das exportações neste mês de abril, em comparação a igual período de 2005.

Crescimento – Renato da Gama informou que as “operações simplificadas”, exportações de até US$ 20 mil por embarque, passaram de 30% para quase 50% do total no aeroporto. Para esses casos, ele sugeriu muito cuidado no preenchimento dos formulários para evitar atraso nos embarques, e tirar um Radar provisório (sistema que analisa os antecedentes da empresa), que garante até três embarques por ano.

José Cândido Senna, coordenador do Comus, alertou os participantes da reunião – despachantes, comerciais exportadoras e importadoras, especialistas de comércio exterior e empresários – que a presença de Gama e Souza na Associação Comercial representou a possibilidade de troca de informações para todos os lados. “Essa proximidade da Receita conosco, no âmbito do Exporta São Paulo, ajuda a avaliar procedimentos que impedem a geração de riquezas, renda e empregos”, afirmou.

O Exporta São Paulo é uma ação conjunta do governo estadual, Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp) e ACSP, por meio da São Paulo Chamber of Commerce, para promover as exportações paulistas. “Fazendo essas avaliações conjuntas poderemos mudar as coisas”, resumiu Cândido Senna.