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Empresas pagam uma das maiores taxas

Guarulhos, 28 de maio de 2003

arteAs taxas de juros cobradas pelos bancos de empresas nas operações de crédito em maio são praticamente as mesmas cobradas no mês anterior. Alívio? De jeito nenhum. Apesar de se manterem no mesmo nível de abril, essas taxas continuam no patamar mais alto dos últimos anos.

A taxa média anual de uma linha de capital de giro subiu de 32,20% em maio do ano passado para 54,70% em maio deste ano, segundo dados da Enfoque Sistemas. Um aumento de mais de 20 pontos porcentuais.

O mesmo pôde ser visto nas operações de crédito de curto prazo, como o desconto de duplicatas. O custo médio mensal subiu de 2,42% em maio de 2002 para 3,57% neste ano.

Resultado – Pesquisa realizada pela reportagem do Diário do Comércio junto aos principais bancos de varejo confirmou a tendência de manutenção dos juros em maio. Dos bancos consultados pelo Diário do Comércio, apenas a Nossa Caixa mexeu nos juros. Mesmo assim os ajustes foram pontuais. A taxa mínima das operações de desconto de cheques caiu de 2,60% para 1,89% ao mês. Em contrapartida, a taxa máxima foi alterada para cima: passou de 4,50% para 4,95% ao mês. Na operação de desconto de duplicatas o movimento foi contrário. A taxa de juros mínima passou de 2,60% para 2,75% ao mês, enquanto a máxima foi de 4,50% para 4,20% ao mês.

Na Caixa Econômica Federal, o custo do desconto de cheques para as empresas varia de 3,10% a 3,25% ao mês e o desconto de duplicatas, de 3,25% a 3,45% ao mês. O Bradesco cobra os maiores juros nas operações de capital de giro. As taxas variam de 3,75% a 6,45% ao mês.

Adriana Gavaça