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Empresas freiam projetos de expansão

A estagnação da economia mundial colocou um freio na intenção das multinacionais brasileiras prospectarem novos mercados. O Ranking das Transnacionais Brasileiras, desenvolvido pelo sétimo ano seguido pela Fundação Dom Cabral, mostra que apenas 27,7% das companhias com presença no exterior têm essa intenção. O que não quer dizer que a torneira dos investimentos está fechada. Embora não pretendam se arriscar em mercados desconhecidos, 61% dessas empresas pretendem expandir a presença nos mercados nos quais já estão presentes.

Essa expansão se dá pela aquisição de ativos, aumento de funcionários e receita no mercado externo.
 
Segundo Sherban Leonardo Cretoin, coordenador do núcleo de negócios internacionais da Fundação Dom Cabral, “a expansão da atuação internacional é natural porque a maior presença das multinacionais brasileiras se dá em economias que estão crescendo, como as da América Latina, Índia e China. A América Latina recebe 79% das multinacionais brasileiras”.
 
O ranking analisa empresas que possuem capital majoritariamente brasileiro e se fazem fisicamente presentes no mercado externo com plantas e franquias. A amostra é composta por 47 multinacionais, além de 16 empresas que atuam fora do País com franquias. Estima-se que seja 80 o número global de empresas brasileiras presentes no mercado externo.
 
A intenção do ranking é mostrar a proporção da participação internacional da empresa no total de suas operações. Tendo esse critério, a companhia que encabeça a lista das mais internacionalizadas é o frigorífico JBS-Friboi, com 58,3% das suas operações sendo oriundas do mercado externo. Em seguida aparece a Gerdau, com 51,6% e a consultoria Stefanini IT Soluções, com 46,4% (veja tabela completa).
 
Para chegar ao índice de internacionalização foram computados ao longo de 2011 a receita, os ativos e o número de funcionários que a empresa possui no exterior em relação ao total de receita, dos ativos e funcionários da companhia. 

O frigorífico Marfrig, por exemplo, têm proveniente do exterior 47% da sua receita total, 48,2% dos ativos gerais e 38% do quadro global de funcionários.  Isso coloca a companhia na quinta posição do ranking das empresas transnacionais, com 44,4% de internacionalização de suas operações.
 
Embora, na média, as multinacionais brasileiras apontem no estudo que a lucratividade no mercado doméstico ainda é maior, há fatores que estimulam a expansão  no mercado externo. Os principais são o fortalecimento da marca e a incorporação de qualidade aos produtos. De qualquer maneira, a diferença entre a margem de lucro média no mercado doméstico e  externo está caindo.
 
Em 2010, essa margem era de 20,7% no doméstico e 15,7% no externo. Já no ano passado o resultado foi de 17,3% contra 14%.
 
Em foco – Ainda que a maioria das multinacionais pesquisadas não queira prospectar novos mercados em 2012, as 27,7% que pretendem tem focos definidos. Os destinos mais buscados são  China, Índia, Turquia, Estados Unidos, Países membros do Mercosul e Moçambique.
 
O estudo também elencou as franquias brasileiras pelo maior índice de internacionalização. Das 16 empresas nacionais presentes no mercado externo por meio de franquia,  a Via Uno aparece no topo da lista, com 18,3% das operações baseadas fora do país. Em seguida vem A Fábrica di Chocolate, com 12,1% e a Showcolate, com 10,9%.

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