Para alguns visitantes, a Copa do Mundo será mais do que assistir aos jogos de futebol. Mais de vinte empresários brasileiros terão a oportunidade de participar de duas rodadas de negócios na Coréia do Sul durante a Copa, acompanhados de quem conhece o mercado.
A Korea Trade Investiment Promotion Agency (Kotra), que é a Divisão Comercial do Consulado Geral da Coréia do Sul, está organizando a viagem. Um representante acompanhará os brasileiros. “Até agora temos a confirmação de dez empresários, entre grandes, pequenos e médios”, disse Key Lee, diretor geral da Kotra.
Segundo ele, as rodadas servirão para incrementar os negócios entre os dois países. “Queremos vender, mas também comprar”, acrescenta. Lee afirma que a Coréia do Sul têm interesse em adquirir do Brasil, principalmente, produtos alimentícios – entre matérias-primas e manufaturados -, celulose, acabados em papel e madeira.
No ramo dos alimentos, a Coréia do Sul é um país com potencial consumidor. Soja (óleo e grãos), café e frutas são alguns exemplos. Isso porque o país não têm condições geográficas satisfatórias para produzir e abastecer o seu mercado.
Em contrapartida, os sul-coreanos têm interesse em ampliar suas vendas de produtos eletrônicos, autopeças, componentes e equipamentos de segurança, conforme Key Lee.
Os brasileiros deverão ficar na Coréia entre 1 e 15 de junho. As duas rodadas acontecerão em Seul e Suwon/Ulsan, nos dias 4 e 12 de junho. A Kotra trabalha junto com uma agência de viagens, o que torna a ida dos empresários empresários ao país 30% mais barata.
Balança comercial
Mais uma vez o Brasil é deficitário. Em 2001, segundo a Secex, o Brasil exportou o equivalente a US$ 736 milhões, enquanto importou da Coréia do Sul, US$ 1,5 bilhão. Mas, apesar de deficitário, o Brasil está ampliando suas vendas nos últimos três anos (ver tabela). Segundo informações do Consulado da Coréia do Sul, o maior destaque de vendas foi a ração para animais, que subiu 59.000% para US$ 53 milhões em 2001.
Érica Polo