A reunião entre diretores da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada, foi apenas o primeiro passo das montadoras, neste Governo, em busca de novos acordos comerciais que lhes permitam aumentar as exportações.
Segundo dados da Anfavea, as 25 montadoras presentes no Brasil têm hoje capacidade instalada para produzir 3,2 milhões de veículos, mas a produção deve ficar em 1,9 milhão este ano, o que significa uma capacidade produtiva ociosa superior a 40%. E a melhor maneira de elevar a produção seria aumentar as vendas para o mercado externo.
O diretor de Relações Institucionais da Anfavea, Ademar Cantero, disse que as montadoras nacionais alcançaram receita com exportações próxima a US$ 4 bilhões no ano passado – US$ 3,9 bilhões, exatamente, segundo números da Anfavea – com 408,2 mil veículos e 10,4 mil máquinas agrícolas vendidos.
Para este ano, a expectativa é de crescimento de 20%, elevando a receita para um patamar de US$ 4,8 bilhões. Apesar do crescimento, ainda não será este ano que as montadoras alcançarão resultados como no ano de 1998, quando a receita atingiu o recorde de US$ 5 bilhões.
Os principais mercados para os automóveis nacionais são México e Estados Unidos (EUA), com 25% de participação cada um; a Europa ocidental, com cerca de 10%; a Ásia, com cerca de 20% e a América do Sul, com participação entre 14% e 15%.
Rodrigo Ns