Até o final desta semana, as eleições terão garantido emprego temporário para cerca de 2.700 trabalhadores. Pelo menos de acordo com as informações sobre contratações das coordenações de campanha dos partidos. Até agora, a maior parte dos contratados são campanha de Carlos Roberto de Campos (PSDB), que já colocou 2 mil pessoas nas ruas. O PT, de Sebastião Almeida, informa que deve atingir a marca de 500 colaboradores ainda esta semana.
A maior parte dos partidos garante pagar um salário mínimo (R$ 415,00) para cada trabalhador. Mais contratações são previstas, principalmente para a reta final das eleições. Até quinta-feira da semana passada, 3, a campanha de Almeida estava tímida, com pouca visibilidade nas ruas. Porém, desde então, a campanha petista se intensificou e as estrelas vermelhas já disputam o espaço com os tucanos azuis e amarelos do PSDB.
Já o PMDB “terceirizou” o serviço. Quatro empresas de propriedade de Mario Rifai, coordenador de campanha e marido da candidata Adriana Afonso, cederam pessoal como doação de campanha. São destacadas, em média, 30 trabalhadoras por dia. Segundo coligação, não é possível saber o quanto elas recebem porque os ganhos são somados ao salário que já recebiam das empresas.
O PPS contratou 32 pessoas até o momento. Segundo o candidato a prefeito pelo partido, Orlando Fantazzini, mais pessoas serão contratadas até o final da campanha apenas “se houver dinheiro”. Devido a falta de recursos, o PSOL, de Edson Albertão, não contratou. A campanha é apoiada apenas por voluntários. Desse modo, não é possível saber exatamente quantas pessoas “trabalham” para Albertão, e seu comitê eleitoral pretende lançar os dados da panfletagem voluntária como doação de campanha ao final das eleições.
No PV, a grande maioria dos quase 200 contratados para segurar as bandeiras de Jovino Cândido é voluntária. O motivo é o mesmo apresentado pelo PSOL e pelo PPS: falta de recursos. A prestação de contas do candidato verde Jovino Cândido no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda mostra gastos de campanha de R$ 400,00, mas o ele afirma que já gastou mais de R$ 210 mil.
Da mesma maneira, o PC do B de Adílson Valente encontra dificuldades financeiras para contratar. Há cerca de 130 voluntários na campanha do comunista. A coligação espera contratar mais alguns na reta final, mas ainda não sabe quantos. Até o fechamento desta edição, o DEM, de Jorge Tadeu, não havia informado sobre contratações.