Notícias

Diretor da ACE fala das oportunidades em Curaçao

Guarulhos, 28 de maio de 2010

Na próxima terça-feira, 1º de junho, a partir das 18h30, a Associação Comercial e Empresarial de Guarulhos (ACE) recebe novamente representantes de Curaçao – pequena ilha que fica na região do Caribe – para o 2º encontro “Oportunidades de Negócios e Incentivos com Curaçao (Caribe)”. Em conversa com o diretor de comércio exterior da entidade, José Roberto Vitorelli, um dos responsáveis pela vinda do grupo curaçalenho a Guarulhos fala sobre a importância do empresário brasileiro estreitar relacionamento com o país caribenho.


José Roberto Vitorelli, diretor de comércio exterior da ACE

ACE-Guarulhos – Esta é a segunda vez que representantes de Curaçao vêm ao país, mais especificamente na ACE. Este retorno mostra a disposição deste pequeno país em estreitar o relacionamento com os brasileiros?
 
José Roberto Vitorelli – Curaçao faz parte de um grupo de ilhas que compõe as Antilhas Holandesas, que por sua vez é considerada uma das portas de entrada na Europa Ocidental, sendo que os Europeus hoje veem o Brasil com um enorme potencial para negócios. Apesar de ser a segunda vez que este grupo de Curaçao vem ao Brasil, eles já vinham trabalhando há alguns anos na integração com os brasileiros, pois sempre enxergavam em nosso país um grande provedor de serviços e produtos, tanto para o mercado local, como para a distribuição de sua plataforma para outros países como os Estados Unidos, Europa ou mesmo para os países caribenhos.
 
ACE – Qual a importância deste encontro para os empreendedores guarulhenses?
 
JRV – O grupo que vem a Guarulhos tem por objetivo conhecer empresas interessadas em investir na plataforma de exportação de produtos e serviços para os Estados Unidos, Europa e Caribe. Nesse encontro também será apresentada uma cooperativa de brasileiros que está sendo formada para facilitar o processo entre os dois países. Por exemplo, aqueles empreendedores que têm interesse em exportar, mas encontram barreiras como a burocracia ou idioma, terão suporte dessa cooperativa sem a necessidade de maiores investimentos em suas exportações. Portanto, é uma dessas raras chances de fazer contato com potenciais facilitadores para seus negócios internacionais, começando por um país de baixo risco e com enorme potencial regional e global.
 
ACE – Passada a crise financeira mundial, nosso país vem mostrando resultados positivos em sua economia.  Portanto, seria a hora de investir no mercado internacional, sobretudo em Curaçao?
 
JRV –
A crise ainda não passou, sobretudo na Europa que ainda enfrenta problemas relacionados aos níveis de endividamento de alguns países em relação ao seu PIB. De alguma maneira, isso ainda reflete nos negócios globais.  Por outro lado, o Brasil apresenta solidez em seus fundamentos econômicos, o que facilita a abertura para a vinda de investidores estrangeiros que visam o mercado doméstico.
A questão de investir no mercado internacional deve ser vista como estratégia para as empresas, já que elas vêm enfrentando uma forte concorrência de empreendimentos estrangeiros.

 
ACE – Quais os principais produtos que os empresários de Curaçao procuram no Brasil?
 
JRV – Curaçao e um país aberto em termos de mercado e tem espaço para empresas de diversos segmentos, como moda, alimentos, materiais para construção, serviços de turismo, produtos e serviços bancários, entre outros. Não devemos esquecer que Curaçao é, sobretudo, uma plataforma para atingir outros países, expandindo o potencial do produtor brasileiro.
 
O encontro é patrocinado pela A. Mastaler Cine e Vídeo e voltado para as micro, pequenas e médias empresas interessadas em explorar o mercado internacional. A participação é gratuita, no entanto as vagas são limitadas. Informações pela Central de Relacionamento: (11) 2137-9333.