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Dia das Crianças supera previsões

“As meninas estão crescendo mais rápido e não querem brincar só de bonecas. Minha filha preferiu jogos”, disse Denise Perez de Almeida sobre a filha Gabriela, de 10 anos.

Bonecas que choram e falam, videogames de última geração, crianças correndo pelos corredores das lojas, pais desesperados nas filas dos caixas e vendedores sorridentes. Afinal, era o Dia das Crianças. E este ano não foram apenas os pequenos que celebraram a data, o segmento de brinquedos também pode comemorar os bons resultados.

A rede Armarinhos Fernando, com lojas na rua 25 de Março, apostou na variedade, qualidade, grande estoque e preços baixos para atrair ainda mais compradores. A estratégia funcionou. Na véspera do feriadão, as cinco filiais, que ficam no centro da capital estavam intransitáveis. De acordo com o gerente-geral da empresa, Márcio Gavranic, o comprador de varejo corresponde a apenas 30% das vendas, que este ano cresceu 6% em relação a 2005. “Os outros 70% são lojistas de todo o País.”

A estudante Daniele do Santos levou o sobrinho Gabriel de dois anos para escolher o presente. “Ele nem fala direito e já quer levar tudo.”

Com um perfil de público diferente do Armarinhos Fernando, mas com as mesmas crianças ávidas por novidades a PB Kids estimou um aumento de vendas de 10% em relação ao resultado do mesmo período de 2005. Segundo o gerente da loja de Higienópolis, Marcelo Cabrera, o tíquete médio subiu de R$ 60 para R$ 95 se comparado ao Dia das Crianças de 2005. “O resultado positivo foi em razão da venda de produtos de alta tecnologia.”

A advogada Denise Perez de Almeida e a filha Gabriela, de 10 anos, foram à loja escolher alguns jogos. “As meninas estão crescendo cada vez mais rápido e não querem mais brincar só de bonecas.”

No entanto, Giulia, de nove anos, e Gabriela, de 10 anos, filhas da administradora Elaine Brito entraram na loja em busca do Diário da Barbie. Mas, para a decepção das meninas, o produto estava em falta.

Games – No Wal-Mart a vedete do Dia das Crianças foi o Play Station 2, que teve um aumento de vendas de 150% em relação a 2005. O videogame custa R$ 769,97 na rede. O balanço das vendas do hipermercado apontou um crescimento nos negócios de 20%, em comparação ao resultado do ano passado. No final de semana anterior à data as vendas cresceram 80% em relação aos finais de semana normais.

Segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), os produtos mais procurados para o Dia das Crianças de 2006 foram os aparelhos de jogos eletrônicos, cartuchos e CDs, aparelhos de MP3 e câmeras digitais.

Para o presidente da associação, Nabil Sahyoun, a baixa do dólar criou uma “vantagem” para a venda desse tipo de produto. A queda no preço dos eletrônicos foi, em média, de 10% em relação ao ano passado. Ainda de acordo com Sahyoun, o preço médio do presente deve ficar em torno de R$ 90.” Roupas e brinquedos educativos também tiveram boa saída”, disse. Perto de 4% das 74 mil lojas de shoppings são infantis.

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