“As meninas estão crescendo mais rápido e não querem brincar só de bonecas. Minha filha preferiu jogos”, disse Denise Perez de Almeida sobre a filha Gabriela, de 10 anos.
Bonecas que choram e falam, videogames de última geração, crianças correndo pelos corredores das lojas, pais desesperados nas filas dos caixas e vendedores sorridentes. Afinal, era o Dia das Crianças. E este ano não foram apenas os pequenos que celebraram a data, o segmento de brinquedos também pode comemorar os bons resultados.
A estudante Daniele do Santos levou o sobrinho Gabriel de dois anos para escolher o presente. “Ele nem fala direito e já quer levar tudo.”
Com um perfil de público diferente do Armarinhos Fernando, mas com as mesmas crianças ávidas por novidades a PB Kids estimou um aumento de vendas de 10% em relação ao resultado do mesmo período de 2005. Segundo o gerente da loja de Higienópolis, Marcelo Cabrera, o tíquete médio subiu de R$ 60 para R$ 95 se comparado ao Dia das Crianças de 2005. “O resultado positivo foi em razão da venda de produtos de alta tecnologia.”
A advogada Denise Perez de Almeida e a filha Gabriela, de 10 anos, foram à loja escolher alguns jogos. “As meninas estão crescendo cada vez mais rápido e não querem mais brincar só de bonecas.”
No entanto, Giulia, de nove anos, e Gabriela, de 10 anos, filhas da administradora Elaine Brito entraram na loja em busca do Diário da Barbie. Mas, para a decepção das meninas, o produto estava em falta.
Games – No Wal-Mart a vedete do Dia das Crianças foi o Play Station 2, que teve um aumento de vendas de 150% em relação a 2005. O videogame custa R$ 769,97 na rede. O balanço das vendas do hipermercado apontou um crescimento nos negócios de 20%, em comparação ao resultado do ano passado. No final de semana anterior à data as vendas cresceram 80% em relação aos finais de semana normais.
Segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), os produtos mais procurados para o Dia das Crianças de 2006 foram os aparelhos de jogos eletrônicos, cartuchos e CDs, aparelhos de MP3 e câmeras digitais.
Para o presidente da associação, Nabil Sahyoun, a baixa do dólar criou uma “vantagem” para a venda desse tipo de produto. A queda no preço dos eletrônicos foi, em média, de 10% em relação ao ano passado. Ainda de acordo com Sahyoun, o preço médio do presente deve ficar em torno de R$ 90.” Roupas e brinquedos educativos também tiveram boa saída”, disse. Perto de 4% das 74 mil lojas de shoppings são infantis.