A Secretaria de Assistência Social e Cidadania realizou na quarta-feira, dia 5, uma campanha para divulgação do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (Fumcad) no auditório da Delegacia da Receita Federal de Guarulhos. O fundo, que em 2001 recebia cerca de R$ 606 mil, hoje arrecada mais de R$ 3,5 milhões em doações e, em 2008, patrocinará 29 projetos sociais.
O objetivo da campanha é divulgar, entre os funcionários da Receita, a importância das doações ao Fumcad e mostrar que a iniciativa permite restituir o valor doado, reter o imposto de renda da União no município e beneficiar as crianças e adolescentes em situação de risco e exclusão social.
O evento contou com a participação de aproximadamente 60 técnicos e auditores da Receita, além de representantes de entidades e de empresas privadas. Também foi realizada uma apresentação musical com 15 alunos do Centro da Juventude do Brasil Vivo, que beneficia cerca de 350 crianças carentes da região de Cumbica. Os jovens tocaram instrumentos de percussão e flauta doce.
Segundo a analista técnica fiscal da Receita Federal, Kátia Souza, o projeto possibilita reafirmar o compromisso da Receita com a sociedade. “A bandeira deste órgão é a contribuição, e o Fumcad é um modelo de democracia, transparência e bom uso do dinheiro público”, observou.
O diretor da empresa Flaumar, Pedro Ernesto Fabri, acrescenta que o número de doações feitas em Guarulhos é positivo, mas que é preciso evoluir. “Guarulhos é pioneira na doação para o Fundo da Criança e do Adolescente, contudo, é necessário conquistar outros doadores em potencial, que ultrapassam 86% dos que declaram o imposto de renda na cidade, e só não destinam o valor por falta de informação”, afirmou.
De acordo com a diretora da Escola Natasha, Marisa Fumante, o projeto desenvolvido pela instituição, voltado para a profissionalização de jovens e adolescentes, evoluiu muito em quantidade e qualidade com o financiamento do Fundo Municipal. “As contribuições da Prefeitura aumentaram os atendimentos de 30 para 142; além disso, 93% dos jovens entre 14 e 24 anos, que se formaram nos cursos profissionalizantes, já foram inseridos no mercado de trabalho com a Lei do Menor Aprendiz”, disse.