O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deve se acelerar no segundo trimestre para 5,5% em relação ao mesmo período de 2006, segundo projeção do Boletim de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
A agropecuária está se expandindo 12%, a indústria 5,9% e os serviços 4,7%. No primeiro trimestre, o PIB cresceu 4,3%, um pouco abaixo das expectativas do mercado. No terceiro e quarto trimestres, o Ipea projeta um crescimento do PIB de 3,7%. Segundo o Boletim, o PIB brasileiro deve crescer 4,3% em 2007 e 4,4% em 2008. “A economia brasileira está colhendo os frutos do ajuste macroeconômico e das reformas estruturais dos últimos anos”, disse o economista Fabio Giambiagi, do Ipea.
As previsões são de que os setores do PIB crescerão de forma equilibrada em 2007 e 2008, com 4,5% e 5% para a agropecuária, 4,3% e 4,6% para a indústria, e 4% e 4,1% para os serviços. Pelo lado da demanda, o destaque nas previsões são os investimentos (formação bruta de capital fixo) e as importações. “Nossa projeção mostra o investimento em 2008 crescendo pelo terceiro ano consecutivo em torno de 9%, liderando o processo de crescimento.”
Famílias – Os investimentos cresceram 8,7% em 2006, e as previsões para 2007 e 2008 são de, respectivamente, 9% e 9,1%. O consumo das famílias, segundo as previsões, acelera-se de 4,3% em 2006 para 5,7% em 2007 e 5,6% em 2008, enquanto o consumo do governo registra, respectivamente, 3,6%, 3,3% e 4,2%.
As importações, por sua vez, que cresceram 18,1% em 2006, devem ter expansão de 19% e 18% neste e no próximo ano, segundo o Ipea. Dessa forma, elas atingirão US$ 115,6 bilhões em 2007, e US$ 141,6 bilhões em 2008.
O ritmo projetado para as exportações é bem mais lento, com crescimento em 2007 e 2008 de 5,4% e 4,8%, depois de uma expansão de 4,6% em 2006. O Ipea prevê que as exportação atingirão US$ 159,6 bilhões em 2007, e US$ 175,3 bilhões em 2008 com saldos comerciais de, respectivamente, US$ 44,1 bilhões e US$ 33,7 bilhões. As projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) são benignas, com 3,4% em 2007, e 4% em 2008. Ambas abaixo do centro da meta de inflação, de 4,5%.
O crescimento potencial da economia brasileira atingiu 3,8% anuais no final de 2006 e início de 2007, segundo cálculos do economista José Ronaldo de Castro Souza Júnior, do mesmo instituto. Essa estimativa leva em consideração a série nova do PIB, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março. Pela antiga metodologia, o crescimento potencial era de 3,1%, no final de 2006.
A mudança básica ocorreu na produtividade brasileira, que cresceu a um ritmo anual de 1,67% entre o quarto trimestre de 2003 e o mesmo período de 2006, quando o cálculo é feito com a nova série. Pela série antiga, o aumento anual da produtividade no período foi de apenas 0,94%.