O cheque está se tornando uma alternativa de financiamento e deixando de ser um meio de pagamento. A constatação é de levantamentos da Abracheque, que mostram: o pré-datado (usado para crédito) já representa mais de 70% do total de cheques emitidos no varejo. O número demonstra que o cheque à vista para compras no comércio está perdendo espaço.
Outro indicador dessa mudança é o valor médio da compra dos diferentes meios de pagamento nas lojas. Para o cheque, a quantia média é de R$ 89; no cartão de débito, R$ 40; e no cartão de crédito, R$ 60. Ou seja, estão sendo emitidos cheques de valor elevado – não destinados a pagamentos à vista.
A Abracheque, prepara sua própria estratégia de “moralização” e barateamento do cheque. Trata-se da “conversão eletrônica”, um sistema em que os bancos evitariam os gastos com a manipulação física do cheque.
Em paralelo, os lojistas teriam à disposição ferramentas para a checagem automática da qualidade do cheque. A associação busca reunir agentes de peso para sua proposta, como grandes bancos e redes de supermercados.
Epaminondas Neto