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Cresce procura por previdência empresarial

Os planos de previdência privada voltada para empresas captaram R$ 3,519 bilhões em 2004, volume 37% maior quando comparado à captação de 2003 (R$ 2,619 bilhões), segundo a Associação Nacional de Previdência Privada (Anapp). O crescimento foi superior ao dos planos individuais, de 23,5% (de R$ 11,803 bilhões para R$ 14,573 bilhões).

Segundo o presidente da Anapp e da Itaú Vida e Previdência, Osvaldo Nascimento, as empresas têm procurado esse tipo de produto, preocupadas com sua imagem. “Depois da reforma da previdência, muitos funcionários perceberam que terão dificuldades para se aposentar e manter o mesmo padrão de vida. Com isso, começaram a buscar maior participações nas empresas para criar alternativas à aposentadoria oficial”, afirma Nascimento. Para a empresa, os planos coletivos acabam custando menos do que a contratação de individuais.

Os planos de previdência empresariais são semelhantes aos planos individuais no que diz respeito à constituição do fundo.

Custo – Assim como nos individuais, o contratante pode ter um Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) ou de Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). A diferença entre os dois está basicamente no preço.

Segundo dados da Anapp, enquanto as taxas de carregamento, cobradas sobre cada contribuição feita nos planos individuais variam de zero a 3,5%, no plano empresarial vão de zero a 2,5%. A taxa de administração, cobrada ao ano, que nos planos individuais vão de 1% a 3,5%, caem para 1% até no máximo 2,5% nos empresariais.

O presidente da Bradesco Vida e Previdência, Marco Antonio Rossi, diz que na instituição as taxas cobradas nos planos empresariais são, em média, 50% inferiores às dos individuais. “Como o plano empresarial agrega um grande número de funcionários e um volume maior de recursos, a taxa tende a ser menor”, explica.

Tipos de produtos – O mercado trabalha com três tipos de produtos no segmento empresarial. No primeiro, só a empresa contribui, em nome do funcionário, para o plano. No segundo, empresa e funcionários contribuem mensalmente. E, no terceiro, apenas o funcionário. “Mesmo neste último caso é interessante para o funcionário. Além de pagar menos taxas do que pagaria se procurasse por um plano individual, como a contribuição é descontada na folha de pagamento, ele conta com o benefício fiscal abatido do salário”, diz Osvaldo Nascimento.

Opções – As grandes empresas costumam optar mais pelo primeiro modelo de produto. Pesquisas mostram que a previdência privada é o segundo item de importância na escolha das pessoas por uma empresa para trabalhar, segundo o presidente do Bradesco.

Do total de 33 mil planos ativos que o Bradesco tem, 800 são de empresas de grande e médio portes, sendo a maioria contratada por pequenas empresas. No Itaú, há mais de quatro mil planos ativos, formados em grande parte por pequenas empresas. “As pequenas optam mais pelos planos averbados, em que só o funcionário contribui”, diz Nascimento. Isso porque, segundo o presidente do Bradesco as pequenas não podem deduzir o que pagariam em contribuições para os seus funcionários do Imposto de Renda. Já as grandes e médias deduzem boas contribuições como despesas operacionais do seu lucro real.

“É importante que haja um incentivo fiscal também para as pequenas empresas, o que certamente faria o número de planos empresariais crescer consideravelmente”, diz Rossi.

Adriana Gavaça

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