ACE-Guarulhos

Cresce o número de empresas golpistas

O número de empresas golpistas aumentou entre os meses de maio e agosto de 2004. Neste período foram instaladas cerca de 377 “araras”, ou “empresas de fachada”, em todo o País, segundo uma pesquisa realizada pela Equifax, empresa fornecedora de soluções para gestão de risco.

Prejuízo causado por golpistas também aumentou
O mais impressionante, entretanto, não é apenas o aumento de empresas falsárias, mas o tamanho do prejuízo que elas causaram. Segundo o levantamento, na comparação entre o segundo e o primeiro quadrimestre houve um crescimento de 42% no número de títulos protestados (5.492) e de 71,4% em cheques devolvidos (3.452). O rombo total causado pelas quadrilhas teve aumento de 73,8%, com valor total de R$ 13,7 milhões.

E, conforme explica o diretor comercial da Equifax, Osvaldo Alvarenga, o reaquecimento da economia também tem parte neste aumento. Isso porque o golpista clássico atua em função do cenário econômico. Ou seja, em épocas de recessão os golpes são menores, para não despertar a atenção do empresariado. Já nos momentos em que o mercado está mais aquecido, os falsários aproveitam a onda de otimismo e arriscam em valores mais altos.

Bom exemplo é a elevação de 22% no valor médio do protesto, que passou de R$ 2.028,00, no primeiro quadrimestre, para R$ 2.479,00 no segundo. Um indicador que também comprova a tese de aumento da atuação de falsários é o aumento de 42% (maio a agosto contra o período de janeiro a abril de 2004) nas consultas de clientes da Equifax sobre as empresas “fantasmas”.

Segundo Alvarenga, foram 8.700 tentativas de compra e, na maioria das vezes, fazendo encomendas de produtos de fácil repasse como alimentos, bebidas, material elétrico, autopeças, entre outros.

Difícil se recuperar do golpe
Para ele, são poucas as empresas que conseguem se proteger de golpes e, quando sofrido, é muito difícil para os lesados se recuperarem dos prejuízos. “Esse tipo de ação é organizada por quadrilhas que têm estrutura para “montar e desmontar” essas empresas e escoar os produtos roubados”, arremata Alvarenga.

Conforme o levantamento, a região Sudeste é recordista em ações de falsários, com 55,4% do número total de golpes. Apesar disso, o número caiu em relação à atuação no último quadrimestre, quando foi de 65,1%. A região Nordeste ficou em segundo lugar, com 22,3% dos golpes e a região Sul com 14,3%. Centro-Oeste e Norte ficaram com 5% e 2,9% respectivamente.

Rodrigo Turrer

Sair da versão mobile