Notícias

Crédito bancário

Guarulhos, 24 de julho de 2002

As empresas pagaram um pouco menos no mês passado para tomar crédito bancário. Mas isso porque, de acordo com dados do Banco Central (BC), a demanda foi concentrada em crédito de emergência, ou seja, linhas curtas para desconto de duplicatas ou promissórias, por exemplo. Já as pessoas físicas pagaram mais 0,4 ponto no cheque especial, cuja taxa foi elevada para 158,8% anuais.

De acordo com o BC, a queda na taxa de empréstimos a pessoas jurídicas se justifica pelo fato de que os bancos cobram mais caro para créditos de maior prazo, o que pode ser constatado pela alta de 3,8 pontos nas taxas de financiamentos de veículos a pessoas físicas, com prazo médio de 515 dias. A alta de junho responde por quase todo o aumento de 4,5 pontos, registrado no primeiro semestre do ano inteiro para essa modalidade.

A queda mais acentuada nas operações com empresas ocorreu no desconto de promissória, de 6,2 pontos percentuais, situando-se em 47,9% ao ano, que tem prazo médio de 29 dias. Em seguida vem a conta garantida com redução de 2,2 pontos percentuais, média de 62,8% anuais, espécie de cheque especial com duração média de 24 dias.

As linhas de capital de giro tiveram redução de 0,7 ponto, para 36% ao ano, mas o prazo fica ao redor de 263 dias. Subiu 2,5 pontos o crédito destinado à aquisição de bens pelas empresas, ficando em 33,4% e média de 286 dias de duração do empréstimo.

Para a pessoa física houve queda de 1,2 ponto percentual no crédito pessoal, a taxas médias anuais de 80,8% e prazo de 208 dias.