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Copom vê sinais de recuperação na economia

Guarulhos, 27 de dezembro de 2002

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC)identificou “sinais de recuperação” da atividade econômica brasileira. De acordo com a análise feita pelo Comitê, a atividade industrial tem apresentado crescimento “moderado” e o comércio varejista estável, mas num patamar acima do que prevalecia no início de 2002. “A manutenção do consumo deve-se principalmente a fatores conjunturais, como as parcelas de liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o pagamento do 13º salário e a melhora nas expectativas futuras”, afirmam os diretores na ata da última reunião do Copom de 2002, divulgada nesta quinta-feira (26).

O crescimento do produto industrial, que registrou a quinta alta consecutiva do ano até outubro, vem sendo puxado, segundo o Copom, pelas exportações e pela indústria extrativa mineral. “A continuidade da liberação dos saldos do FGTS em 2003 favorecerá o crescimento do consumo no próximo ano”, admitem os diretores do BC. “Deve-se destacar que a liberação dos saldos do FGTS impacta a demanda agregada. Isso porque essa liberação representa um redirecionamento de gastos para parcelas da população com menor poder aquisitivo e, consequentemente, com maior propensão a consumir, notadamente itens de menor valor”, explicam os diretores do BC na ata.

Em relação ao câmbio, o Copom avaliou que houve um comportamento mais “estável” entre as reuniões de novembro e dezembro, mas em um nível depreciado, o que vem favorecendo o ajuste rápido do balanço de pagamentos. “Além disso, verificou-se uma melhora na conta de capitais, com crescimento do investimento externo líquido, das captações externas e do financiamento das linhas de comércio”, avaliam os diretores. Houve também, ainda segundo análise do Copom, uma melhora no risco-Brasil.

Renato Andrade e Gustavo Freire