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Cooperativa será o caminho para os brasileiros em Curaçao

Para facilitar a vida dos empreendedores em Curaçao, um sistema de cooperativa será montado na ilha e que servirá de vitrine dos produtos brasileiros. A iniciativa é do empresário Tony Mastaler, que acredita na ferramenta como um meio de conquista do mercado consumidor internacional.


Empresários prestigiaram encontro promovido pela entidade

Segundo Mastaler, o Sistema de Cooperativa de Exportação não quer conhecimento em rotina de exportação, muito menos a necessidade de se comunicar em outro idioma, já que uma equipe multilíngue, especialmente treinada, ajudará a vender os produtos brasileiros e o empresário, ainda, participa dos lucros.
 
A iniciativa consiste no aluguel de um galpão em Curaçao, com toda a infraestrutura necessária e que abrigará uma espécie de Feira Permanente. Lá, 100 empresas brasileiras poderão colocar seus produtos em exposição, bem como armazená-los para serem negociados com o mercado internacional.
 
Para manter toda a estrutura montada o empreendedor desembolsará R$ 1.500 por mês que ainda contará com o trabalho de auditagem da empresa PricewaterhouseCoopers. “Já fui 43 vezes a Curaçao, não iria tantas vezes ao país somente por que lá é bacana, mas, sim, porque existe algo de interessante”, disse Mastaler.
 
O empresário Hélio Yamashita, que possui um hortifrúti na cidade de São José dos Campos, resolveu apostar em Curaçao. Ele vai abrir um supermercado só com produtos brasileiros na ilha. “Lá nada se produz. É só compra e venda, por isso enxerguei uma oportunidade de negócio”, disse.
 
Eduardo Chede, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), considerou o projeto uma importante iniciativa para os micro e pequenos empresários. “A Apex – Agência brasileira de incentivo a exportação – tenta fazer a mesma coisa, mas emperra na burocracia. Vamos manter contato para colocar a experiência dentro dos nossos projetos”, concluiu.

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