Cooperativa busca ampliar crédito
As cooperativas de crédito, prioridade no governo Lula, querem aumentar em até 50% o total de empréstimos oferecidos aos seus associados, pessoas físicas e jurídicas. A meta da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras) é de oferecer algo entre R$ 3,9 bilhões e R$ 4,5 bilhões, por meio das 1.800 cooperativas previstas. No ano passado, as 1.380 sociedades do setor emprestaram R$ 3 bilhões. Todo o sistema cooperativo movimentou R$ 8 bilhões no período.
“Atingir o objetivo não vai ser tarefa fácil, mas podemos chegar lá”, afirma o presidente da Confebras, Marconi de Albuquerque.
Fundo de aval dá impulso
Para crescer o esperado, as cooperativas devem contar com a ajuda do Sebrae Nacional, que além de oferecer capacitação técnica e gerencial, pode auxiliar com o repasse do fundo de aval.
Atualmente, o fundo é repassado apenas por alguns bancos oficiais, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Nossa Caixa, por exemplo.
A idéia é que as cooperativas de crédito também repassem o fundo de aval, que funciona como uma garantia a mais para o empresário na hora de tomar empréstimos.
No ano passado, as operações com fundo de aval do Sebrae totalizaram R$ 27,044 milhões, o que viabilizou financiamentos da ordem de R$ 46,274.
Segundo o gerente de crédito do Sebrae Nacional, Alexandre Guerra, ainda não há garantia de que o fundo de aval será repassado pelas cooperativas de crédito para as empresas, mas “essa possibilidade também está sendo analisada e deve ser definida ainda neste primeiro semestre”.
Cooperativas “abertas”
Além do auxílio do Sebrae, as cooperativas de crédito terão que contar com a ajuda do Banco Central, do governo e até do Tesouro Nacional.
No caso do BC, a Confebras acredita que até o final de abril várias normas serão revistas e alteradas, para benefício das cooperativas.
Uma delas, considerada fundamental, é a permissão de que pessoas não ligadas à categoria de trabalhadores que montou a cooperativa possam associar-se e fazer operações de crédito.
As sociedades cooperativistas também acreditam que conseguirão o apoio do governo na aprovação de medidas que permitam às cooperativas repassar recursos oficiais, como os do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e os fundos constitucionais, criados pelo governo para promover o desenvolvimento regional.
A Confebras já reivindica essa condição há três anos. “O cooperativismo não era um dos carros-chefes do governo anterior, como é nesse “, comentou Albuquerque.
Paula Freitas







