Consumidor procura eletrodomésticos que economizam energia
A obrigação de economizar energia elétrica no período do racionamento, entre junho de 2001 e fevereiro de 2002, fez com que o consumidor mudasse seus hábitos de consumo. O item “consumo de energia” passou a ser fator decisivo na hora de comprar um eletrodoméstico, segundo uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) feita em 20 mil domicílios.
Antes do apagão, apenas 8% da população considerava o consumo de energia um item importante na compra de um eletrodoméstico. Após o racionamento, esse percentual subiu para 58%. A pesquisa mostrou ainda que 91% das residências adotaram medidas para reduzir os gastos com eletricidade e, dessas, 65% estão mantendo as medidas mesmo após o fim do racionamento.
Segundo a Eletrobrás, o consumo médio das residências brasileiras em novembro do ano passado recuou para 142 kWh, semelhante ao registrado na média de 1994. A queda foi mais forte nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, nas quais o consumo só deve voltar aos índices anteriores ao apagão por volta de 2009. Nas regiões Norte e Sul, que não tiveram racionamento, a redução foi menor e o hábito “normal” de consumo deve ser retomado em dois ou três anos.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) diz que desde 1994 a indústria vem fabricando eletrodomésticos que consomem menos energia. Um refrigerador de uma porta fabricado antes de 1994, por exemplo, consumia 41 kWh/mês. Os mais novos consomem 27 kWh/mês, 40% menos. Já com esses produtos no mercado, a Eletros fez uma campanha no período do racionamento para que os consumidores trocassem seus eletrodomésticos por outros mais novos, mas não há dados que mostrem o resultado da ação.
Adriana Monteiro







