A confiança do consumidor brasileiro deteriorou-se em fevereiro, tanto em relação ao presente como sobre o futuro, mostrou uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Uma das preocupações é o emprego. A avaliação sobre as oportunidades de trabalho nos próximos seis meses piorou. Para 47,3% dos entrevistados, estará mais difícil encontrar emprego do que atualmente, contra 45,4% em janeiro.
“Depois de um período de forte avanço no final do ano passado e de estabilidade em janeiro, a confiança do consumidor reduziu-se em fevereiro”, disse a FGV em comunicado.
A instituição ressaltou, no entanto, que os números são similares aos de dezembro de 2004, o segundo melhor mês da série histórica.
“Assim como outros indicadores da economia que, após avançarem muito em meados de 2004, acomodaram-se em meses recentes, as avaliações em relação ao presente… podem ser consideradas ainda muito boas.”
Todos os cinco quesitos relacionados à situação presente tiveram queda em fevereiro.
A situação econômica da família foi considerada boa por 13,9% dos consumidores e ruim por 23,5%. Em janeiro, essas respostas eram de, respectivamente, 13,6% e 19,1%.
Os consumidores que consideram a situação atual da família melhor do que há seis meses caiu de 21,3% em janeiro para 17,7% em fevereiro. Aumentou o número dos que a consideram pior, de 12% para 15%.
Os dados sobre a avaliação atual da situação do país também mostraram piora sobre janeiro.
Sobre o futuro, dois quesitos tiveram queda, um ficou estável e outro mostrou melhora.
Diminuiu de 45,4% para 43,5% a quantidade de consumidores que prevêem melhora da situação econômica do país nos próximos seis meses.
O único quesito a apresentar melhora foi o de avaliação da situação da família à frente. Aumentou de 56,1% para 56,9% o número de pessoas que vêem melhora e manteve-se em 5,2% o dos que estimam piora.
A intenção de compra de bens de alto valor, como computadores e veículos, ficou praticamente estável sobre janeiro.
A sondagem ouviu 1.450 chefes de família entre 9 e 22 de fevereiro.