Consumidor está retraído em ir às compras
O consumidor continua cauteloso com relação à possibilidade de compras no curto prazo. Cerca de 78% dos habitantes da cidade de São Paulo não pretendem ir às compras, pelo menos até outubro. A conclusão é de uma pesquisa realizada trimestralmente com 400 pessoas pelo Programa de Administração de Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA), entidade conveniada à FEA-USP.
O porcentual representa uma redução de intenção de compra de oito pontos no período de agosto a outubro em relação ao trimestre anterior (maio a julho). Naquele período, 70% das pessoas não tinham intenção de consumir. Nos meses de fevereiro a abril, o índice foi de 85%.
A expectativa de consumo neste ano vem registrando os menores patamares desde quando começou a ser pesquisada pelo Provar, no final de 1999. Até outubro do ano passado, o índice manteve-se relativamente estabilizado na faixa de 40% a 50%. Ou seja, em média, metade das pessoas entrevistadas não tinha o objetivo de fazer compras. Neste ano, o índice ainda não ficou abaixo de 70%. “Há uma tendência declinante de compra”, explicou o professor Cláudio Felisoni, coordenador geral do Provar.
De acordo com ele, a pesquisa reflete o cenário econômico brasileiro, influenciado pela oscilação do câmbio, as altas taxas de juros e o desemprego. “Em um ano desestimulante para o consumo como tem sido 2002, é possível que se crie uma demanda reprimida para o final do ano”, avaliou. O efeito sobre o consumo, no entanto, vai depender da situação macroeconômica, segundo ele.







